14:13 20 Novembro 2019
Ouvir Rádio
    Asteroide (imagem referencial)

    Colisões massivas: saiba como os asteroides mudaram a história do planeta

    CC0
    Ciência e tecnologia
    URL curta
    120
    Nos siga no

    Apesar de corpos celestes caírem na Terra diariamente, cientistas descobriram os vestígios de choques massivos que custaram a vida de milhões de seres vivos durante muitos anos.

    De acordo com a NASA, no último ano cerca de 1.000 asteroides se aproximaram da Terra. No entanto, todos passaram a uma distância segura do nosso planeta. Mesmo assim, nem sempre a Terra se livrou de colisões com asteroides massivos.

    Com a ajuda de tecnologias e muita análise, cientistas já encontraram vestígios de impactos com asteroides que mudaram o clima, a topografia e o ecossistema de diversas partes da Terra.

    Mortandade de insetos

    Na Antártica, mais precisamente na Terra de Wilkes, encontra-se uma cratera com diâmetro de cerca de 500 km. A formação geológica foi achada ainda na década de 1960, o que despertou a curiosidade de pesquisadores.

    Com a ajuda de imagens do satélite GRACE, cientistas americanos descobriram por um estudo em 2009 que a cratera foi o resultado do choque com um asteroide ocorrido 250 milhões de anos atrás.

    Segundo o estudo, publicado pelo portal científico AGU 100, o impacto trouxe a morte de milhões de animais do período Permiano. Por volta de 96% das espécies marinhas e 73% dos vertebrados terrestres foram vítimas fatais do asteroide.

    Fragmento do meteorito de Chelyabinsk que caiu na Rússia em 15 de fevereiro de 2013
    © Sputnik / Pavel Lisitsyn
    Fragmento do meteorito de Chelyabinsk que caiu na Rússia em 15 de fevereiro de 2013

    Além disso, o evento causou uma mortandade de insetos nunca vista na história. Acredita-se que 83% destes animais foram exterminados.

    Os animais não sucumbiram instantaneamente, mas as consequências do impacto como erupções vulcânicas, efeito estufa e o aumento da acidez da água do mar levaram à morte deles ao longo de milhares de anos, conforme estudo publicado pela Inquéritos Científicos da Academia Nacional de Ciência dos Estados Unidos (PNAS).

    No entanto, alguns outros cientistas atribuem a grande mortandade à colisão com outro asteroide na Austrália.

    Extinção dos dinossauros

    Da mesma forma, muitas espécies de dinossauros teriam sumido da Terra devido ao choque com um asteroide massivo cerca de 66 milhões de anos atrás.

    O impacto teria ocorrido na península de Yucatán, no México. Até então, a profundidade do mar na região não seria maior do que 30 metros.

    Fóssil do dinossauro de pescoço longo mais antigo do mundo é achado no Brasil, batizado de Macrocollum itaquii
    © Foto / Divulgação/Centro de Apoio a Pesquisa Paleontológica
    Fóssil do dinossauro de pescoço longo mais antigo do mundo é achado no Brasil, batizado de Macrocollum itaquii

    De acordo com outro estudo publicado pela PNAS, o impacto foi equivalente à explosão de várias bombas nucleares juntas. Tsunamis de centenas de metros de altura teriam entrado nos continentes, ao passo que florestas foram acometidas de grandes incêndios.

    Além disso, minerais sulfurosos teriam se evaporado, resultando no esfriamento da superfície terrestre. Quase todos os dinossauros teriam morrido, assim como 16% das espécies marinhas e 18% dos vertebrados terrestres.

    Choque duplo

    Há 34 milhões de anos, a Terra perdeu em torno de 15% de todas as espécies de animais. A tragédia teria sido o resultado de um brusco esfriamento da superfície do planeta.

    Segundo Sergei Vishnevsky, acadêmico do Instituto de Mineralogia e Petrografia da filial siberiana da Academia Russa de Ciências, a mortandade foi o resultado da colisão com dois asteroides, um na América do Norte e outro na Sibéria.

    De início, a temperatura média do ar estava subindo, mas logo registrou uma queda brusca, causando o esfriamento da superfície do planeta. Isso seria explicado pelo bloqueio aos raios do Sol provocado pela concentração de poeira que subiu após as colisões.

    Com a menor incidência dos raios solares, a temperatura do ar caiu e nem todos os animais puderam sobreviver o frio.

    Fim dos mamutes

    Outra grande extinção ocorreu 13.000 anos atrás. Na ocasião se extinguiram os mamutes, assim como os bisontes e preguiças gigantes.

    Esqueleto de mamute em museu da cidade russa de São Petersburgo (imagem referencial)
    © Sputnik / Konstantin Chalabov
    Esqueleto de mamute em museu da cidade russa de São Petersburgo (imagem referencial)

    A razão teria sido o impacto de um asteroide rico em platina, material comumente encontrado em meteoritos.

    Procurando concentrações de platina no mundo, cientistas descobriram grande acúmulo do material na África do Sul, Groenlândia, Oeste da Ásia, América do Sul, América do Norte e Europa. Todas as amostras datavam de 12.680 anos atrás.

    Mais:

    NASA detecta 5 asteroides rumo à Terra sendo um deles maior que Cristo Redentor
    Confira FOTO incrível de asteroide 'cortando' Nebulosa do Caranguejo
    NASA detecta asteroide tão grande como meteoro de Chelyabinsk perto da Terra
    Tags:
    Terra, meteoro, impacto, asteroide, dinossauro
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar