06:50 18 Novembro 2019
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    A entusiasta alemã de astronomia Melina Thévenot encontrou uma trilha de asteroide no primeiro plano de uma imagem de 2005 da Nebulosa do Caranguejo, um dos objetos mais famosos do céu noturno.

    Quando os astrônomos usam o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA para estudar o céu afastado, asteroides do nosso Sistema Solar podem deixar suas marcas nas imagens capturadas de galáxias ou nebulosas distantes. Mas, ao invés de se aborrecerem com as trilhas impressas nas imagens do Hubble, os astrônomos perceberam que poderiam usá-las para descobrir mais sobre os próprios asteroides.

    Para isso, uma equipe de astrônomos e engenheiros de software da ESA iniciou em junho o projeto científico Hubble Asteroid Hunter (Caçador de Asteroides Hubble, em tradução livre), recrutando voluntários interessados em ajudar a encontrar asteroides observados por acaso em imagens de arquivos do Hubble.

    Através do projeto, mais de 1.900 voluntários identificaram mais de 300.000 trilhas de asteroides em quase 11.000 imagens em apenas um mês e meio, concluindo o projeto com rapidez e entusiasmo que excederam as expectativas da equipe.

    Uma dos voluntários, Melina Thévenot decidiu processar a imagem original do Hubble, combinando vistas tiradas em filtros azul, verde e vermelho, para criar a impressionante cena colorida. A tênue trilha de 2001 SE101, um cinturão de asteroides descoberto pelo telescópio terrestre LINEAR em 2001, aparece como um traço curvo que atravessa a imagem de baixo para cima, da esquerda para a direita, perto do centro da nebulosa.

    Traço curvo no primeiro plano é asteroide passando pela Nebulosa do Caranguejo
    Traço curvo no primeiro plano é asteroide passando pela Nebulosa do Caranguejo

    Agora que os voluntários examinaram a plataforma para identificar e marcar trilhas de asteroides, é a vez dos astrônomos começarem a trabalhar. Sabendo a data e a hora em que as imagens do Hubble foram tiradas, astrônomos podem usar as trilhas marcadas nas imagens para deduzir posições e velocidades dos asteroides, ou seja, eles podem determinar as órbitas e trajetórias futuras de asteroides conhecidos e previamente desconhecidos com maior precisão do que antes.

    O projeto é importantíssimo, pois a determinação precisa das órbitas destes asteroides pode ajudar a proteger o nosso planeta de possíveis impactos.

    Entretanto, a equipe da ESA está planejando adicionar em breve novos dados ao projeto Hubble Asteroid Hunter, para que os utilizadores tenham outra oportunidade de inspecionar imagens em busca de asteroides que passem.

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    Tags:
    Hubble, universo, nebulosa, asteroide
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