08:04 25 Outubro 2020
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    Uma equipe internacional de cientistas pode ter identificado a origem da temida Peste Negra, pandemia que devastou a Europa no século XIV.

    Cientistas alegam ter conseguido identificar a fonte geográfica da Peste Negra em um vilarejo localizado no atual território da Rússia chamado Laishevo.

    A descoberta foi feita após a reconstrução de 34 genomas da bactéria causadora da doença, a Yersinia pestis, coletados dos restos mortais de 34 indivíduos que faleceram em 10 países diferentes. O objetivo da pesquisa era identificar a "árvore genealógica genética" da doença.

    "Nossa reconstrução filogenética demonstrou que a [amostra] isolada LA1009 de Laishevo é mais antiga do que amostras isoladas da Peste Negra do sul, centro, oeste e norte da Europa, e mais antiga do que as amostras isoladas publicadas anteriormente do século XIV de Londres e de Bolgar", pesquisadores escreveram em artigo publicado na revista Nature Communications.

    Análise de sangue. Diagnóstico das doenças (imagem referencial)
    © Sputnik / Aleksandr Kryazhev
    Análise de sangue. Diagnóstico das doenças (imagem referencial)

    "Visto que todos os outros genomas da segunda pandemia partilham um derivado polimorfismo de nucleotídeo único no Ramo 1, nós interpretamos a [amostra] LA1009 como a mais antiga já registrada até hoje a entrar na Europa durante a onda inicial da segunda pandemia", detalharam.

    Maria Spyrou, arqueogeneticista do Instituto Max Plank de Ciência e História Humana, na Alemanha, explica que "a descoberta indica que houve uma só entrada da [bactéria] Yersinia pestis na Europa, proveniente do leste".

    A entrada proveniente de Laishevo é identificada como a ancestral de todas as que se seguiram, trazendo novas ondas de Peste Negra à Europa, detalhou o portal Science Alert.

    O portal nota, no entanto, que esse tipo de reconstrução genética pode apresentar limitações "uma vez que se limitam às amostras extraídas de restos de esqueletos". Por isso, ainda existe a possibilidade de a praga ter formas ainda mais antigas em outras localidades que não foram devidamente analisadas.

    "É possível que novas interpretações apareçam, se futuramente forem descobertas novas amostras na Eurásia Ocidental", ponderou Spyrou.

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