04:37 07 Dezembro 2019
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    Buraco negro supermassivo no coração da uma galáxia espiral NGC 3147 (imagem artística)

    Teoria alternativa à de Einstein sugere que é possível escapar de buracos negros

    CC BY 4.0 / ESA/Hubble, M. Kornmesser
    Ciência e tecnologia
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    Com base na teoria da relatividade geral de Albert Einstein, um cientista apresentou uma teoria alternativa sobre os buracos negros, afirmando que é possível escapar deles, "como uma história de ficção científica".

    Andrew Hamilton, da Universidade do Colorado (EUA), tem uma teoria alternativa sobre o que aconteceria se você entrasse em um buraco negro, escreve o tabloide britânico Express.

    "Se você colocar objetos no espaço, então eles se moverão de certas maneiras e, se você colocar objetos perto de um buraco negro, à medida que se aproximam do horizonte [de evento, ou ponto de não-retorno], inevitavelmente eles devem se aproximar da velocidade da luz, caso contrário, eles vão cair dentro", disse Hamilton em 2017.

    "Se o buraco negro estiver girando, a região central é limitada pelo que é conhecido como o horizonte interno […] Se não há nada dentro do buraco negro, excepto a própria estrutura espaço-tempo, não há nada de inconsistente em ter o espaço caindo dentro e voltando para fora, porque o espaço não tem substância, pelo que não há problema em se mover através dele próprio", continuou.

    Equações de Einstein

    O cientista explicou como essa ideia usa a teoria da "queda livre" de Einstein.

    "Em um caso definido apenas pelas equações de Einstein, um objeto pode "bater" tão rápido que é lançado para fora […] Seria como um rio correndo sobre as quedas, atingindo as rochas abaixo, depois fluindo de volta para cima", complementou.

    Hamilton explica que ao passar "através do horizonte de eventos, nos aproximamos da zona central, enquanto somos impulsionados, somos lançados para fora de uma espécie de túnel cósmico, conhecido como buraco de minhoca".

    "No seu final, passamos pelo que é conhecido como um buraco branco, como personagens de uma história de ficção científica, saímos para outro tempo ou lugar, talvez para outro universo […] Esta estranha passagem é obra da teoria, na realidade, pode não se formar em meio a toda a turbulência", ressalta.

    Esta região hipotética teoriza que a matéria e a luz pode escapar de dentro de um buraco negro, em um movimento inverso.

    Repelir ao invés de sugar

    O cientista resume exemplificando que, "em um estranho mundo de relatividade geral, você cai em uma região de buraco negro, onde o espaço estava caindo mais rápido do que a vida e, agora, o espaço virou e está empurrando você para fora mais rápido do que a luz".

    "Você vai com o fluxo e atinge a velocidade da luz no horizonte, agora você ainda pode ver coisas do mundo, mesmo que você esteja dentro do horizonte, mas as pessoas não podem te ver porque o espaço está caindo mais rápido que a luz."

    "No momento em que você introduz qualquer matéria real, então as coisas que estão tentando cair vão colidir com as que estão voltando a sair […] Há um turbilhão turbulento e caótico no fundo do buraco negro", conclui.

    Representação artística fornecida pela NASA mostra estrela sendo engolida por buraco negro
    © AP Photo / NASA/Observatório de raios-X Chandra/M.Weiss via AP
    Representação artística fornecida pela NASA mostra estrela sendo engolida por buraco negro

    Os buracos negros são regiões do espaço-tempo que se formam quando estrelas maciças colapsam no final de seus ciclos de vida. De acordo com a teoria da relatividade geral de Einstein, esses fenômenos cósmicos exibem uma aceleração gravitacional tão forte que nada pode escapar, nem mesmo a luz.

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    Tags:
    Albert Einstein, Teoria da Relatividade, buraco negro
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