23:19 15 Outubro 2019
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    Imagem artística mostra mapeamento do asteroide Bennu pela sonda da NASA OSIRIS-REx

    Astrônomos da NASA escolhem lugar para pouso no 'asteroide apocalíptico'

    © AP Photo / NASA/Goddard/Universidade do Arizona
    Ciência e tecnologia
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    A NASA passou mais de oito meses explorando o asteroide gigantesco Bennu, localizado entre Marte e a Terra, para finalmente escolher quatro áreas na sua superfície, onde a nave espacial OSIRIS-REx irá pousar.

    Cientistas da NASA consideram o asteroide Bennu "o testemunho silencioso de eventos titânicos na história de 4,6 bilhões de anos do Sistema Solar". O asteroide representa uma rocha gigantesca com cerca de 500 metros de diâmetro e um peso de cerca de 87 milhões de toneladas .

    Os especialistas da missão planetária norte-americana OSIRIS-REx escolheram quatro lugares na superfície do asteroide para explorar o corpo celeste mais detalhadamente. Cada área recebeu o nome de uma espécie de ave encontrada no Egito, já que a União Astronômica Internacional decidiu que os nomes oficiais de partes do asteroide devem se referir a aves mitológicas.

    A equipe da missão afirmou que a escolha dos lugares foi mais difícil do que se considerava inicialmente. A superfície do asteroide é mais rochosa do que parecia à distância, após a NASA ter obtido uma imagem do asteroide usando sua espaçonave Osiris-Rex de alta tecnologia.

    Sonda OSIRIS-REx da NASA mostra imagem da superfície do asteroide Bennu
    © NASA . NASA/Goddard/Universidade do Arizona
    Sonda OSIRIS-REx da NASA mostra imagem da superfície do asteroide Bennu

    A nave espacial chegou ao asteroide em dezembro de 2018, entrando em órbita de Bennu no final desse ano. Desde então, a nave tem explorado a superfície do asteroide e criado um mapa pormenorizado do corpo celeste. Graças ao mapa, os cientistas podem escolher os lugares mais convenientes para o futuro pouso, com a intenção de realizar a coleta de amostras de solo no segundo semestre de 2020.

    O melhor lugar encontrado foi uma cratera com uma substância parecida com areia. Os cientistas esperam começar a estudar o material coletado em setembro de 2023.

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    Tags:
    NASA, Cosmos, asteroide
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