03:45 19 Setembro 2019
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    Restos nebulosos de uma estrela gigante morta em torno da estrela subanã

    Cientistas dos EUA descobrem novas estrelas pulsantes 9 vezes mais quentes que o Sol

    © Foto / Observatório Europeu do Sul (ESO)
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    Uma investigação conjunta realizada por um grupo de cientistas da Califórnia levou à descoberta de um novo tipo de estrelas que que podem ser 9 vezes mais quentes que o Sol.

    Investigador Thomas Kupfer, do Instituto Kavli de Física Teórica (KITP) da Universidade da Califórnia (UC), e sua equipe de cientistas descobriram um novo tipo de estrelas pulsantes que foram denominadas como "estrelas pulsantes subanãs".

    Quatro estrelas pulsantes subanãs foram encontradas enquanto a equipe estava procurando por estrelas binárias a partir de Zwicky Transient Facility, que é um sistema de observação automática e permanente do céu instalado no Observatório de Caltech na Califórnia. O sistema inclui uma câmera robótica de alta definição que pode captar em uma única imagem centenas de milhares de estrelas e galáxias.

    Apesar de no início terem pensado que se tratava de dois pares de estrelas binárias, a sua rápida e forte mudança de luminosidade confirmou que se tratava de estrelas pulsantes.

    Um pulsar - estrela de nêutrons muito pequena e muito densa
    © AP Photo / NASA, JPL-Caltech
    Um pulsar - estrela de nêutrons muito pequena e muito densa

    "Muitas estrelas pulsam, mesmo o nosso Sol também o faz em uma escala muito pequena. As que têm maior amplitude de variações de luminosidade são habitualmente [estrelas] pulsantes radiais, "inspirando e expirando" enquanto a estrela inteira muda de dimensão", disse Kupfer em um comunicado divulgado pela Universidade da Califórnia.

    Estrelas subanãs são as que têm um décimo do diâmetro e possuem entre 20 a 50 por cento da massa do Sol. De acordo com a equipe de pesquisadores, estas estrelas podem chegar a ter temperaturas de até 50.000 graus Celsius, o que é nove vezes mais que a temperatura do Sol.

    "Estas estrelas terão certamente completado o processo de fusão do hidrogênio existente no seu núcleo em hélio, explicando assim porque elas são assim tão pequenas e podem oscilar com tanta rapidez", disse o diretor da KITP, Lars Bildsten.

    Anteriormente não havia evidências da existência destas estrelas, porém elas encaixam nos modelos de evolução estelar.

    "Ao esgotar o hidrogênio em seu núcleo, as estrelas se expandem para a fase de gigantes vermelhas. Normalmente a estrela alcança o seu maior raio, iniciando o processo de fusão do hélio dentro do núcleo.

    Entretanto, os investigadores pensam que o material exterior destas estrelas recém-descobertas teria sido roubado por outra estrela companheira antes de o hélio se tornar suficientemente quente e denso para entrar em fusão", ressalta o comunicado.

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    anã vermelha, Sol, astrônomo, Espaço, estrelas
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