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    Réplicas de crânios são exibidas ao lado de réplica da primeira espécie humana, no Museu Iziko, na cidade de Cape Town, África do Sul, 15 de maio de 2014

    Ancestralidade em dúvida? Nova análise desmistifica controvérsia sobre origem da humanidade

    © AP Photo / Schalk van Zuydam
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    Uma pesquisa recém-publicada coloca em dúvida a contribuição de uma espécie de humanoide para a evolução dos humanos como gênero.

    Considerado por alguns antropólogos como o ancestral da humanidade, o Australopithecus sediba surgiu mais provavelmente quando já existiam outras espécies do gênero Homo, e portanto pertenceria a um ramo lateral da evolução, diz o estudo divulgado no dia 8 de maio na revista científica Science Advances.

    A espécie de hominídeo em questão, cujos restos fósseis mais antigos datam de cerca de 1,98 milhões de anos atrás, marcaria a transição de um gênero para outro ao combinar as características de australopithecus e humanos ao mesmo tempo, de acordo com os autores do estudo Andrew Du e Zeresenay Alemseged, da Universidade de Chicago (EUA).

    A tese não foi refutada mesmo após a descoberta, em 2015, de um maxilar de 2,75 e 2,8 milhões de anos, pertencente a um indivíduo do gênero Homo.

    Os cientistas calcularam que a probabilidade para a eventual coexistência das duas espécies é praticamente nula (0,09%), estimando isso com base no fato de o tempo médio de existência das espécies de símios não exceder um milhão de anos.

    Devido a isso, o estudo sugere que o ancestral mais provável dos humanos seja o Australopithecus afarensis – o primata que precedeu o primeiro Homo e compartilhou com ele algumas características morfológicas.

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    homo sapiens, humanoide, humanos
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