06:16 24 Maio 2019
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    Ultima Thule

    Montes do Ultima Thule estão deixando astrônomos perplexos

    © NASA . JHUAPL/SwRI
    Ciência e tecnologia
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    Astrônomos procuram uma resposta para essa questão, já que, até o momento, eles não sabem o motivo da irregularidade do objeto mais distante já explorado.

    Em janeiro, a sonda New Horizons da NASA passou por cima do Ultima Thule, um objeto pequeno e gelado localizado a aproximadamente um bilhão de quilômetros além da órbita de Plutão.

    As fotos capturadas durante o encontro revelaram um mundo diferente de qualquer outro já visto, isso porque o Ultima Thule, de 33 quilômetros, é dividido em duas partes, assemelhando-se a um boneco de neve.

    O principal pesquisador da New Horizons, Alan Stern, afirmou que o Ultima Thule não é esférico, destacando que essa característica "pegou todos de surpresa", já que o objeto é achatado.

    Além disso, imagens revelaram uma série de características semelhanças às de um monte adjacente no maior dos dois lobos, que foi chamado pela equipe de Ultima, enquanto que o lobo menor foi chamado de Thule.

    "Eles parecem ter sido criados, mas não temos certeza sobre o que exatamente causou isso", afirmou Stern.

    Entretanto, há a hipótese de que os montes são resultado da convecção do gelo impulsionado pelo calor gerado pelo decaimento radioativo do alumínio-26. A equipe de Stern acredita que os montes sejam contornos retidos dos pequenos planetesimais, que se juntaram para formar o lobo Ultima há muito tempo.

    Vale ressaltar que o Ultima Thule se uniu a uma nuvem rochosa e gelada distante do sol, e esses pequenos pedaços formaram dois objetos maiores, que aparentemente orbitaram um centro de massa comum, como um par binário.

    Esses dois corpos então se uniram lentamente, formando o Ultima Thule, oficialmente chamado de 2014 MU69, declarou Stern, segundo o portal Live Science.

    Graças a simulações computadorizadas, a equipe de Stern conseguiu colocar alguns "limites de velocidade" na união, que ajudaram a descobrir que uma colisão a 18 km/h levaria a uma fusão, mas não uma que resultasse um objeto de dois lóbulos, como o Ultima Thule. Sendo assim, a equipe considera que uma colisão ocorreu de forma mais lenta, algo em torno de 8,9 km/h, afirma Stern.

    Até o momento, a equipe não notou qualquer evidência de qualquer tipo de atmosfera no Ultima Thule, além de não identificar sinais de satélite ou sistemas de anéis. A New Horizons deve concluir o envio de dados para a Terra em 16 meses, o que poderá ajudar a equipe a desvendar a grande incógnita sobre o objeto mais distante já estudado.

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    Tags:
    espaço, NASA, astrônomo, pesquisa, estudo
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