01:32 20 Novembro 2019
Ouvir Rádio
    O Sol, estrela do nosso Sistema Solar

    2 mistérios solares estão ligados a uma chuva coronal no Sol

    CC0 / Pixabay
    Ciência e tecnologia
    URL curta
    250
    Nos siga no

    Como todos nós sabemos, o Sol é um lugar diferente, onde grandes bolhas de plasma, maiores que a Terra, estouram em sua superfície a cada noventa minutos, resultando em chuvas quentes.

    Duas equipes distintas de pesquisadores descobriram estas particularidades do Sol quando pesquisavam as informações obtidas pelas sondas solares Hélios, que faziam parte de uma colaboração entre a NASA e o Centro Aeroespacial Alemão, além da sonda Solar Dynamics Observatory. Estas sondas foram lançadas em meados da década de 1970, fornecendo uma grande quantidade de informação.

    Os pesquisadores encontraram "chuva" no Sol, material solar caindo em ciclos magnéticos em um lugar inesperado. Esta nova descoberta poderia fornecer uma ligação perdida entre os dois dos maiores mistérios da ciência.  

    As temperaturas na coroa solar podem disparar a milhões de graus Celsius. Sendo assim, a região de plasma reabastece as camadas externas da atmosfera do Sol, onde a equipe de pesquisadores liderada por Simone Di Matteo, um estudante de PhD em física espacial da Universidade de L'Aquila, na Itália, encontrou corpos de partículas carregadas coaguladas dentro de bolhas gigantes, conforme o portal The Register

    Estas bolhas estão cheias com elétrons, prótons e partículas alpha altamente energéticos, que inflam para uma dimensão entre 50 e 500 vezes o tamanho da Terra, sendo transportadas para o espaço como vento solar. Essas bolhas explodem criando rastros de bolhas, ejetadas a cada cerca de noventa minutos, tal como nas lâmpadas de lava.

    Mesmo sendo tão grandes, essas bolhas são incrivelmente difíceis de serem encontradas. Enquanto o vento solar empurra essas bolhas, elas flutuam através de vastas distâncias no Sistema Solar e a temperatura e densidade das partículas vão desaparecendo.

    De acordo com as informações obtidas pela sonda Hélios e as observações dos cientistas, estas manchas são mais quentes e mais densas do que o nível normal do vento solar. Com isso, a NASA espera estudar estas bolhas através da sonda espacial Solar Parker Probe.

    "Este é um daqueles estudos que criam mais questões do que respostas, mas isso é perfeito para a Solar Parker Probe", afirmou Nicholeen Viall, uma cientista espacial da NASA.

    Outra equipe da NASA e da Universidade Católica da América também está analisando a coroa solar, inclusive analisando como сai a chuva no Sol.

    A chuva coronal possui algumas semelhanças com a chuva na Terra, mas ao invés de água líquida, ela consiste de jorros de plasma quente.

    Esse plasma é aquecido pela energia solar e empurrado para a superfície do Sol, já as partículas são direcionadas pelas linhas do campo magnético e traçam padrões em ciclo, quando deixam a superfície solar e voltam a cair em movimentos circulares, criando o que é conhecido como chuva coronal.

    As informações da sonda Solar Dynamics Observatory seguem o movimento do plasma e podem explicar o motivo pelo qual a coroa é mais quente do que a superfície solar.

    "Se um ciclo tem chuva coronal, isso significa que os 10% inferiores, ou menos, é onde o aquecimento coronal está ocorrendo", afirma Emily Mason, primeira autora do documento publicado pela The Astrophysical Journal.

    Ocasionalmente estes ciclos têm o final solto, e não fazem um círculo completo caindo na superfície do Sol. Dessa maneira, Mason não os considera como chuva coronal, pois o plasma escapa como vento solar.

    Agora, os pesquisadores tentam entender se estes tipos de ciclos podem explicar o vento solar lento, um tipo de emissão que é menos energético do que as correntes típicas de vento solar.

    Mason acredita que, depois de tanto tempo procurando na direção errada, a recente descoberta estabelece uma nova ligação entre o aquecimento anormal da coroa e a superfície do vento solar lento, considerando que esses são os dois maiores mistérios da ciência na atualidade.

    Mais:

    Cientistas da NASA estão perplexos com misteriosas ejeções no 'asteroide do Apocalipse'
    Cientistas descobrem o que provocou 3 eras glaciais na Terra
    2 teorias e 1 novo mistério: cientistas descobrem estrela enigmática
    Tags:
    pesquisa científica, SOL, cientistas, estudo, Universo, Sistema Solar
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar