06:33 24 Maio 2019
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    Plataforma de extração de petróleo da estatal Petrobras perto do litoral do estado de Espírito Santo, Brasil, dezembro de 2015 (foto de arquivo)

    Satélite italiano monitora campos de petróleo no mar brasileiro

    © AFP 2019 / VITORIA VELEZ
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    A Petrobras contratou o conglomerado aeroespacial e de defesa italiano Leonardo para fazer o monitoramento das plataformas de exploração de petróleo da Bacia de Campos, no Rio de Janeiro.

    O contrato foi firmado, mediante processo licitatório, com a subsidiária do grupo no país, a Telespazio Brasil, e prevê, segundo nota enviada pela Petrobras à Sputnik Brasil, "a prestação de serviços de imageamento por radar orbital de abertura sintética (SAR)". O objetivo da atividade é detectar eventuais vazamentos de óleo na região.

    A contratação foi elogiada pelo ambientalista e oceanógrafo David Zee em entrevista à Sputnik:

    "Essa é uma ação muito interessante e saudável, e realmente dá uma transparência maior para as informações de vazamento de óleo", destaca o especialista. "Sem dúvida, a principal interessada é a Petrobras, mas acho que dentro de um programa de compliance socioambiental é muito importante que ela disponibilize essa informação em tempo real, onde a sociedade possa também ter acesso."

    Segundo a estatal, os serviços de monitoramento oceânico para apoio às atividades de exploração e produção tiveram início no final de fevereiro e podem ser utilizados por até 474 dias. A Telespazio Brasil, que já opera no país em setores como comunicação via satélite e monitoramento da Amazônia, fará o acompanhamento de mais de 50 plataformas da empresa, além de outras áreas críticas, através dos satélites COSMO-SkyMed. O contrato inclui ainda o fornecimento de serviços técnicos especializados 24 horas por dia.

    Para David Zee, esse acompanhamento é fundamental para o controle e a contenção de danos de possíveis vazamentos na região.

    "Isso é muito importante porque nas primeiras 24 horas de um vazamento se perdem aproximadamente 30% do volume de substâncias voláteis. Ou seja, existe uma grande perda para a atmosfera, e quanto mais rápida for a ação de socorro mais rapidamente se contém e se evita o espalhamento desse óleo, que uma vez espalhado é de difícil coleta", explica o ambientalista.

    Em janeiro deste ano, a Petrobras detectou uma mancha de óleo na Bacia de Campos decorrente de um vazamento de óleo em um dos tanques do FPSO Cidade do Rio de Janeiro, localizada no campo de Espadarte. O volume inicial do vazamento foi estimado em 5 mil litros de óleo.

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    Tags:
    vazamento, satélite, petróleo, Telespazio Brasil, Petrobras, David Zee, Bacia de Campos, Amazônia, Itália, Rio de Janeiro, Brasil
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