06:03 23 Setembro 2019
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    Tigre siberiano

    Gigantes ferozes e felinos canibais: como não se tornar comida de animal selvagem

    © Sputnik / Vitaly Ankov
    Ciência e tecnologia
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    Elefantes, leões, hipopótamos e outros animais selvagens ainda atraem visitantes para reservas naturais, mesmo havendo possibilidade de ataque. Especialistas alertam que turismo selvagem é arriscado e a agência Sputnik decidiu reunir os hábitos de animais ferozes e as regras que podem ser vitais para muitos turistas.

    Grandes felinos: pessoas são como comida

    Vídeos de tigres, leõezinhos, pequenos leopardos geralmente causam comoção, mas quando ficam mais velhos esses animais "brincam" de forma brutal. Você pode encontrar grandes felinos em muitos países, e na África, leões e leopardos, juntamente com elefantes, búfalos e rinocerontes estão entre os cinco principais animais que atraem viajantes para o continente.

    "Tivemos um turista que queria muito fotografar leões. No safári, ele saltou do carro enquanto os leões lutavam", afirmou um representante de uma empresa especializada em safári africano à Sputnik. "Ele se feriu, mas conseguiu correr para o carro. Ele teve um arranhão muito profundo ocasionado pelas garras do leão e teve de ser operado", adicionou.

    O tigre é o felino mais perigoso. Tigres se encaixam no primeiro lugar nos registros de ataques a humanos. Surgiu notícia que em uma só aldeia indiana, tigres mataram 22 pessoas. "Na Rússia, tigres são bastante pacíficos, mas, na Índia, tigres canibais são comuns e eles veem pessoas como comida", explica Vladimir Krever, conselheiro sênior do Programa de Biodiversidade da WWF da Rússia.

    Entretanto, na Rússia também há tigres canibais, que não são assassinados, e, sim, reabilitados. "Tigres estão no Livro Vermelho Internacional", afirmou Eduard Kruglov, diretor do Centro de Reabilitação da Vida Selvagem. "O próprio homem é responsável pelos ataques: as florestas estão sendo derrubadas e a comida para tigres está acabando. Temos de proteger não só os tigres, mas também o habitat natural dos felinos", explicou Kruglov. Desde 1991, acrescentou ele, 20 tigres foram reabilitados e três deles eram suspeitos de canibalismo.

    Ursos invadem lixeiras e eliminam concorrentes

    No final do ano passado, no Canadá, um urso-cinzento atacou mãe e filha de 10 meses. Elas estavam descansando em casa, na cidade de Yukon, perto de um lago, quando decidiram sair para dar uma volta. Ambas morreram. O animal foi baleado.

    Na Rússia, ursos são observados principalmente em Kamchatka, mas os grandes mamíferos, às vezes, visitam acampamentos turísticos em muitas regiões. Ursos comem de tudo e gostam muito de checar o que há em lixeiras, que exalam cheiro de comida.

    Muitos ataques, incluindo os fatais, são causados justamente no território de casas com lixeiras do lado de fora. E se o cheiro de comida está vindo de dentro de casa, o urso não perde tempo para entrar e, ao encontrar um ser humano, pode reconhecê-lo como concorrência. Na Rússia, o mais perigoso dos ursos é o polar. Sair para dar uma volta em bosques fechados pode ser muito arriscado, por isso é sempre bom saber se há ou não ursos no local onde se quer passear na Rússia.

    Elefantes e hipopótamos: assassinos vegetarianos

    Turistas adoram elefantes, e vão à Tailândia, Índia e a outros países asiáticos para tirar fotos com os gigantes. No entanto, ocorrem incidentes com animais domesticados e selvagens. Em fevereiro, na Tailândia, dois turistas italianos e um domador ficaram feridos ao montar em um elefante na província de Phang Nga. O animal teria perdido controle depois de alguém ter jogado uma lata de cerveja nele.

    Na Índia, perto da Reserva Corbett Tiger, um elefante virou um carro repleto de turistas. As pessoas conseguiram escapar. "Animais atacam veículo se houver comida nele", explicou um guarda florestal. E no Zimbabué, no ano passado, um elefante pisoteou um turista da Alemanha. Durante o safári, o grupo se reuniu com uma manada de elefantes, as pessoas saíram de carro, começaram a tirar fotos, os elefantes correram inesperadamente em direção aos turistas, matando um deles.

    Os hipopótamos também são muito perigosos. Um hipopótamo adulto pesa até 4,5 toneladas. Alémd e pisotear, eles mastigam com força. Em agosto, no Quênia, um hipopótamo mordeu um taiwanês até a morte. Mesmo sendo vegetarianos, eles são muito agressivos.

    Dragões-de-komodo que mordem para matar

    Os dragões-de-komodo, que habitam várias ilhas na Indonésia, podem ser o último animal a ser buscado por turistas. "A mordida de um dragão-de-komodo é fatal em 95% dos casos. Eu estava distraído e não ouvi os guardas florestais gritando até que um deles correu e puxou minha mão. Acontece que havia dragão-de-komodo atrás das minhas costas a alguns metros de distância e indo na minha direção. Teria sido uma morte estúpida", recorda o turista, participante do estudo dos países mais perigosos.

    No Parque Nacional de Komodo, os guardas florestais possuem varas longas, divididas na extremidade, para fixar a cabeça do animal em caso de agressão. "Às vezes, funciona, outras vezes não. Por isso que tive de subir em uma árvore várias vezes", admite o guarda florestal Ramley. Apesar da aparente lentidão, os dragões-de-komodo são muito ágeis.

    Ratinho também é perigoso

    Não só urso ou tigre ameaça pessoas, mas também uma bonita pequena raposa e até mesmo um rato, pois muitos animais são portadores de doenças mortais. Ao se encontrar com um animal selvagem, as regras são simples: não saia do carro, não tente fugir (o animal sempre é mais rápido), não vire as costas. É recomendado olhar nos olhos, comportar-se calmamente, com confiança, e tente parecer maior do que você é.

    Um guia ou um guarda florestal deve garantir segurança durante um safári. Ele sabe exatamente como se aproximar do animal e quando é possível. Vale destacar que em quase todos os casos, a culpa é sempre do ser humano pelo ataque de animais.

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    Tags:
    animais, vida selvagem, turistas, Tailândia, Índia, África
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