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    Dinossauro (imagem ilustrativa)

    Asteroide ou vulcões? Paleontólogos expõem quem foi o 'assassino' dos dinossauros

    CC BY 2.0 / Julian Johnson
    Ciência e tecnologia
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    Erupções vulcânicas do planalto de Decã, na Índia, presumivelmente relacionadas com a extinção dos dinossauros, começaram quase simultaneamente com a queda do asteroide na península de Iucatã (México), o que explicaria mais uma vez sua "culpa" no desaparecimento da fauna no período Mesozóico, segundo cientistas.

    "Agora podemos dizer com grande certeza que as erupções vulcânicas ocorreram cerca de 30-50 mil anos antes da queda do asteroide, ou logo após este cataclismo", disse Paul Renne, da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA), em um artigo publicado na revista Science.

    "Em outras palavras, isso aconteceu quase simultaneamente. Esta descoberta confirma que o "acidente espacial" prolongou e aumentou o derramamento de magma", continuou.

    Queda do asteroide

    A maioria dos paleontologistas e geólogos acredita que a última extinção em massa de animais na Terra, que ocorreu há 65,5 milhões de anos, foi causada pela queda de um asteroide que formou a gigante cratera de Chicxulub, com cerca de 300 quilômetros, no fundo do mar ao largo da costa do sul do México.

    A queda do asteroide é inegável, mas seu papel na extinção dos dinossauros e répteis marinhos continua sendo objeto de debate.

    Em 1989, o renomado paleontólogo Mark Richards sugeriu que a razão para o seu desaparecimento foi o derrame maciço de magma no local do atual planalto indiano de Decã, que ocorreu mais ou menos na mesma época.

    Recentemente, os cientistas encontraram indícios de que as ondas sísmicas que surgiram após a colisão entre o asteroide e a Terra "acordaram" os vulcões. Suas emissões, segundo alguns geólogos, ampliaram as consequências do impacto do asteroide e mataram grande parte da fauna marinha.

    Duas equipas de geólogos e geoquímicos tentaram resolver este problema calculando a idade dos depósitos vulcânicos em diferentes pontos do planalto, utilizando dois métodos de datação diferentes que detectam a presença de urânio e outros isótopos instáveis de vários elementos nas rochas. Esse método torna possível determinar o tempo de erupções vulcânicas com precisão.

    Rastro do assassino

    Os cientistas analisaram os minerais expelidos pelos vulcões através de medições e obtiveram resultados que indicaram que as erupções vulcânicas no planalto Deccan realmente começaram aproximadamente ao mesmo tempo que a queda do asteroide. Por outro lado, o seu papel na extinção tornou-se agora ainda mais obscuro devido ao período de tempo em que as suas erupções atingiram o pico, bem como às diferenças nas medições dos cientistas.

    Descobriu-se também que a maioria dos fluxos de magma ocorreu após a queda do asteroide, representando cerca de 70% do volume total de todas as rochas, segundo os cálculos de Renne e sua equipe.

    Essa descoberta põe em dúvida a teoria de Richards e sugere que os vulcões não foram os principais "assassinos" dos dinossauros, mas estiveram ativamente envolvidos na destruição da flora e fauna do período Mesozoico.

    As análises de datação também sugerem que os vulcões no planalto de Decã irromperam de forma episódica. No total, os cientistas contaram quatro grandes "surtos" de vulcanismo, um dos quais ocorreu cerca de algumas dezenas de milhares de anos antes da queda do asteroide.

    Naquela época, o nível geral de atividade vulcânica dobrou, o que deveria ter tido um impacto extremamente negativo sobre o clima do planeta, elevando a possibilidade de extinção em massa dos habitantes da Terra, escrevem os pesquisadores. Dessa forma, os vulcões teriam sido tão responsáveis pelo cataclismo quanto o asteroide.

    Futuras escavações na Índia mostrarão qual dessas teorias está mais próxima da verdade e revelarão quem foi o verdadeiro assassino dos dinossauros, répteis marinhos e outros seres vivos da era mesozoica.

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    Tags:
    erupção vulcânica, réptil, extinção, dinossauro, asteroide
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