18:35 18 Junho 2019
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    Moros intrepidus, o tiranossauro mais pequeno do Novo Mundo, ilustrado por um artista

    Paleontólogos encontram tiranossauro mais antigo do tamanho de cachorro

    © Foto : Jorge Gonzalez
    Ciência e tecnologia
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    Os cientistas encontraram no oeste dos EUA restos do tiranossauro mais antigo da América do Norte, cujos tamanhos reduzidos indicam que os “reis do Mesozoico” se tornaram gigantes apenas no fim da era dos dinossauros, comunica a revista Communications Biology.

    "Os tiranossauros reinaram em terra firme por 15 milhões de anos graças aos maxilares poderosos, visão binocular e crescimento rápido, mas eles nem sempre foram os ‘reis da montanha'. Nas primeiras etapas da evolução eles cediam aos alossauros e outros predadores antigos. Ainda não sabemos quando eles se tornaram maiores", declarou Lindsay Zanno da Universidade da Carolina do Norte, EUA.

    Nos últimos anos, os tiranossauros e muitos dos seus parentes próximos passaram por uma mudança de "imagem" essencial. Os cientistas consideram-nos como criaturas de penas e não de escamas.

    Muitas outras caraterísticas ainda permanecem indeterminadas, não havendo informação sobre os tempos de crescimento e aparência das suas crias, se eles eram predadores ou necrófagos. Uma parte dos paleontólogos opina que os tiranossauros jovens não eram parecidos com os adultos e tinham outra dieta. Porém, essa teoria ainda não foi comprovada.

    Lindsay Zanno e seus colegas tentam já há muitos anos encontrar respostas, realizando escavações no estado de Utah, onde estão sedimentadas rochas formadas uns 97-95 milhões de anos atrás, antes do surgimento de primeiros tiranossauros realmente grandes.

    Os cientistas se interessam por essa época porque os restos dos "reis do Mesozoico" e outros dinossauros daquele tempo quase não perduraram até agora. A equipe de Zanno gastou 10 anos até encontrar dentes e ossos da perna de um tiranossauro extremamente insólito que mudou completamente a sua compreensão sobre a pátria desses répteis.

    Os restos pertenciam a um dinossauro pequeno de apenas 87 quilos de peso e 1,2 metros de comprimento, sendo parecido por seu tamanho com um cachorro grande ou um cervo. Ele recebeu o nome Moros intrepidus, o que significa "mensageiro intrépido da morte".

    "Não vale pensar que esse tiranossauro teria sido uma criatura inofensiva. É mais provável que ele pudesse correr muito depressa e tivesse boa visão e bom olfato. Tudo isso o ajudava a seguir e encurralar a presa, evitando conflitos e encontros com os predadores grandes daquele tempo", explicou Zanno.

    Comparando os seus restos com os de outros predadores, os cientistas descobriram que este tiranossauro era um parente próximo do tiranossauro Timurlengia euotica, mas não dos répteis americanos.

    Ambas as espécies de dinossauros viviam na mesma época e tinham tamanhos bastante modestos. Isso indica que os tiranossauros terão surgido no território da Ásia e não da América do Norte, migrando para o Novo Continente cerca de 100 milhões de anos atrás.

    Tal cenário para seu surgimento, bem como o tamanho reduzido do Moros intrepidus, revelam que os tiranossauros permaneceram criaturas bastante pequenas quase até o Cretáceo. Eles começaram a aumentar de tamanho há cerca de 85-80 milhões de anos, quando a extinção destruiu os predadores de topo da época.

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    Tags:
    cientistas, escavação, restos, cachorro, dinossauro, América do Norte, EUA
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