04:30 23 Outubro 2019
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    Crucifixo na parede de catedral (imagem referencial)

    Pesquisadores conduzem experimento 'sangrento' para resolver mistério do Sudário de Turim

    © AP Photo / Michael Probst
    Ciência e tecnologia
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    As pessoas têm procurado provas da autenticidade do Sudário de Turim durante séculos, mas testes de radiocarbono e outros experimentos permitiram descobrir que a suposta mortalha fúnebre de Jesus era fraudulenta.

    O Sudário de Turim é um pedaço de pano de linho com séculos de existência e algumas pessoas acreditam que é o verdadeiro sudário em que Jesus foi enterrado após ser crucificado. Pesquisadores dos EUA pretendem provar que o Sudário de Turim não é uma falsificação simulando a crucificação de Jesus em voluntários.

    Há muito tempo que pessoas têm afirmado que a suposta mortalha mostra o rosto de Jesus e contém suas manchas de sangue. Em 1988, três laboratórios de datação por radiocarbono em Oxford, Arizona e Zurique dataram a verdadeira origem do sudário como sendo do século XIII ou XIV.

    Em julho passado, os cientistas forenses Matteo Borrini e Luigi Garlaschelli usaram voluntários e técnicas forenses, como a análise de padrões de manchas de sangue, para simular a maneira como o sudário poderia ter ficado encharcado de sangue.

    Eles concluíram que o homem teria que ter sido embrulhado no tecido de uma maneira muito irrealista e que o famoso artefato religioso era provavelmente uma farsa medieval. No entanto, um grupo de pesquisadores do Centro do Sudário de Turim, no Colorado, espera desmentir essas descobertas usando seu próprio experimento.

    "Um recente estudo relatado por Borrini e Garlaschelli concluiu, a partir de experimentos de fluxo sanguíneo, que os padrões de fluxo de sangue do pulso e antebraço observados no Sudário de Turim são bastante inconsistentes com os estudos. Assim, o Sudário de Turim deve ser considerado como uma provável falsificação", disseram os pesquisadores, que devem apresentar brevemente suas descobertas em uma conferência científica nos EUA.

    Eles encenaram uma crucificação simulada, prendendo os voluntários em uma cruz de tamanho real com mecanismos especiais para fixação dos punhos e dos pés. Os voluntários foram escolhidos com base em sua semelhança com a estatura física da marca no Sudário de Turim e encharcados de sangue no local das "feridas de pregos" em suas mãos.

    Os pesquisadores então analisaram a maneira como o sangue fluiu das "feridas" e disseram que o experimento oferecerá uma nova perspectiva sobre a questão da autenticidade do Sudário. Segundo eles, a apresentação vai discutir como foram obtidas conclusões que apoiam a hipótese de autenticidade do Sudário de maneiras novas e inesperadas.

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    Tags:
    sangue, falsificação, experimento, Jesus Cristo, Turim
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