01:25 21 Abril 2019
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    Vida eterna? Cientistas discutem imortalidade a partir dos 105 anos

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    Indícios recentemente descobertos de que a probabilidade da morte de uma pessoa deixa de aumentar no 105º ano de vida, afinal eram um erro estatístico, escreveu um biomatemático australiano na revista PLoS Biology.

    "As certidões de nascimento desses macróbios foram registradas por pessoas semianalfabetas. Apenas uma terça parte deles sabia ler e escrever, e em média eles tinham apenas um ano de escolaridade. Além disso, eles deviam errar com mil vezes menos frequência que os médicos durante os testes clínicos, o que é pouco provável", declarou Saul Newman da Universidade Nacional de Austrália em Camberra.

    Para muitos seres vivos existe uma idade máxima, determinada pela assim chamada lei de Gompertz-Makeham, segundo a qual a maior parte dos animais morre de velhice, atingindo uma certa idade, e os restantes têm suas chances de morrer no ano seguinte começando a aumentar de modo exponencial.

    Nos últimos tempos, os cientistas têm discutido ativamente se isso é aplicável para os seres humanos. Em 2016, investigadores norte-americanos descobriram que tal idade máxima é possivelmente de 100-115 anos, o que é bastante modesto, segundo os padrões de alguns personagens bíblicos.

    Posteriormente, os cientistas da Califórnia analisaram a frequência da mortalidade das pessoas mais idosas do mundo, que vivem na Itália, e descobriram que a probabilidade de elas morrerem deixa de aumentar depois do 105º ano de vida. Esse fato levou à ideia de ausência de limites da vida.

    Saul Newman pôs em dúvida tais conclusões, levando em consideração que a maior parte dos macróbios atuais nasceram nos tempos em que maior parte das pessoas não sabia ler e escrever. Ele verificou como vários erros e lapsos na escrita poderiam influir nas conclusões cientificas.

    O investigador simulou erros diferentes, mudando datas de nascimento, aumentando a idade em 5 ou 10 anos, e verificou a sua influência sobre a estatística. Os cálculos de Newman mostraram que a probabilidade de morte das pessoas idosas não apenas se manteve no mesmo nível, mas até caiu às vezes. O cientista opina que algo parecido teria acontecido durante a análise dos dados demográficos da Itália.

    Kenneth Wachter da Universidade de Califórnia, um dos autores desse estudo, não está de acordo com as conclusões do cientista australiano. Wachter sublinhou que "Newman nem tentou analisar os dados obtidos por nós, mas apenas criou ‘um cenário hipotético' que todos já conhecem durante mais de mil anos e que foi descrito no nosso estudo".

    Segundo Wachter, a quantidade de erros estatísticos, sobre os quais escreve o matemático australiano, não é pequeno, mas enorme, e não leva em conta que já em 1860 na Itália existia um sistema de controle rigoroso dos dados demográficos. Por isso, a sua equipe não tem intenção de rejeitar suas conclusões.

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    Tags:
    morte, idade, imortalidade, estudo, Austrália, EUA
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