23:46 21 Novembro 2019
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    Um neandertal (imagem referencial)

    Estudo revela com quem humanos modernos de 100 mil anos atrás mantinham sexo

    CC BY 2.0 / Paul Hudson / Our Cousin -Neanderthal
    Ciência e tecnologia
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    Cientistas da Universidade Temple dos EUA publicaram um estudo revelando que humanos modernos que viviam na Europa há 100 mil anos tiveram relações sexuais e descendência com os Neandertais – que subiram vindos da África – em frequência muito maior do que era imaginado.

    O DNA de todos os humanos da atualidade — exceto o dos africanos — contém uma pequena porcentagem do genoma neandertal. Trata-se de 2% a 6%, de acordo com o estudo. Os Neandertais se estenderam pela Europa e Ásia procriando com humanos modernos.

    "Nós encontramos […] que um simples modelo de um simples cruzamento [entre ambas as espécies] não coincidia com os dados empíricos e que se concordava com cruzamento múltiplo de genes entre europeus e as populações do Leste Asiático. Houve uma interação entre humanos e Neandertais muito mais duradoura do que imaginado", explicam os cientistas.

    A pesquisa indica que a proporção de descendentes de Neandertais nas populações atuais do Leste Asiático seja entre 12% e 20% maior em comparação àquela presente no genoma dos europeus. Essas variações na expressão genética afetam nossa propensão para as doenças.

    Para resumir o padrão assimétrico das frequências alélicas dos Neandertais, foi compilado o espectro de frequências dos fragmentos neandertais da Europa e do Leste Asiático para comparação com a teoria analítica e os dados simulados sob vários modelos de mistura de genes.

    Assim, acreditamos que uma explicação provável para os nossos resultados é que o fluxo genético entre humanos e Neandertais era intermitente e contínuo, mas em uma região geograficamente restrita.

    Além do mais, o estudo confirma que os Neandertais e os humanos modernos não só faziam sexo uma vez e pronto entre si, mas também com o Denisovan, uma subespécie de humanos modernos cujo único resto mortal encontrado corresponde ao dedo de uma menina que vivia em uma caverna na Sibéria entre 50.000 e 30.000 anos atrás.

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    Tags:
    espécies, genoma humano, Ásia, Europa
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