16:57 18 Novembro 2018
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    Cenário apocalíptico (apresentação artística)

    História não escrita: quanto tempo nos resta para evitar catástrofe global?

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    Ciência e tecnologia
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    Apesar de todas as previsões drasticamente negativas, ainda é possível prevenir um desastre provocado pelo aquecimento global.

    Doze anos restam para a humanidade se ela quiser evitar uma catástrofe global. Tal alarme é apresentado na conclusão do relatório divulgado na semana passada pelo Grupo Intergovernamental sobre Mudança Climática da ONU (IPCC, na sigla em inglês). No entanto, ainda há tempo para prevenir o desastre e tudo está nas mãos do ser humano.

    Grande fenda se forma próxima à geleira Helheim, perto da cidade de Tasiilaq, no sudeste da Groenlândia, em 22 de junho de 2018
    © REUTERS / Lucas Jackson
    Grande fenda se forma próxima à geleira Helheim, perto da cidade de Tasiilaq, no sudeste da Groenlândia, em 22 de junho de 2018

    O aumento de nível da água nos oceanos, o derretimento das geleiras, o desaparecimento dos recifes de corais, as secas e os sofrimentos das populações mais pobres e vulneráveis são apenas algumas das consequências provocadas pelo aquecimento global que pode ser irreversível até 2030, indica o jornal Popular Science.

    Apesar deste cenário sombrio, ainda há coisas que podem fazer com que a temperatura não aumente mais de um grau e meio nos próximos anos (mudança que, segundo o acordo climático de Paris, não representa ameaça). Por exemplo, reduzir drasticamente as emissões de dióxido de carbono que causam o aquecimento da atmosfera antes de serem reabsorvidas, junto com outros gases de efeito estufa. Devido a esse processo, o planeta também aumenta sua temperatura.

    No ano passado, foram emitidas 32,5 bilhões de toneladas de dióxido de carbono e, se números semelhantes forem mantidos nos próximos anos, o cenário seria catastrófico até 2036.

    Outra opção para evitar a catástrofe é eliminar a dependência de combustíveis fósseis.

    Diferentes possibilidades

    Em meio a todos esses avisos e projeções, o IPCC estima que só possam ocorrer realmente dois cenários. No primeiro deles, a temperatura global se estabilizaria em 1,5 graus acima da atual; enquanto no segundo, esse limite seria excedido em meados do século, o que exigiria usar a tecnologia de captura de carbono e criar novos sumidouros de carbono.

    Antes do início da seca extrema, aqui corria o rio Zayandeh Roud, o mais torrencial do Irã Central
    © AP Photo / Vahid Salemi
    Antes do início da seca extrema, aqui corria o rio Zayandeh Roud, o mais torrencial do Irã Central

    No entanto, alguns especialistas, como David Archer, professor do Departamento de Geociências da Universidade de Chicago (EUA), já se pronunciaram contra essa possibilidade. Em particular, na opinião dele, exceder o limite é "realmente perigoso", visto que uma vez ultrapassado "não se pode parar".

    Para evitar esse futuro desfavorável, a análise insiste na necessidade de uma mudança de comportamento a nível pessoal, político e global.

    Além disso, os especialistas apontam para um ponto importante que não deve ser esquecido: o poder político que a população tem e que pode ajudar a modificar as decisões sobre o clima a nível governamental.

    O cenário não é bom, "mas não precisa ser tão ruim", admite Archer, que conclui: "A história ainda não foi escrita."

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    Tags:
    previsões, temperatura, catástrofe climática, aquecimento global, ONU, Terra
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