00:33 17 Dezembro 2018
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    Navio polar Almirante Maximiano na baía de Guanabara, perto do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro

    Marinha do Brasil inicia nova expedição à Antártica (VÍDEO)

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    Ciência e tecnologia
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    Renan Lúcio
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    Zarpou ontem do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro o navio polar Almirante Maximiano, que passará seis meses na Antártica com cerca de 70 militares e 30 cientistas, dando apoio ao desenvolvimento de projetos de pesquisas na região.

    Comandado pelo capitão de mar e guerra Pedro Augusto Bittencourt Heine Filho e com suporte do navio de apoio oceanográfico Ary Rongel, o Almirante Maximiano participará da trigésima sétima Operação Antártica (OPERANTAR XXXVII), a sua décima, com escalas em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, Punta Arenas, no Chile, Ushuaia, na Argentina, e Montevidéu, no Uruguai. A previsão é a de que ele retorne à capital fluminense em abril do ano que vem. 

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    Navio do Brasil rumo à Antártica
    Em entrevista à Sputnik Brasil, o comandante destacou que a missão é muito importante tanto para a Marinha como para o Brasil em geral. Segundo ele, além de servir como suporte aos pesquisadores, o Tio Max, como é conhecido o navio, também prestará apoio à reconstrução da nova Estação Antártica Comandante Ferraz, que deve ser inaugurada no início de 2019.
    Capitão de mar e guerra Pedro Augusto Bittencourt Heine Filho (esquerda), no convés do navio polar Almirante Maximiano, no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro
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    Capitão de mar e guerra Pedro Augusto Bittencourt Heine Filho (esquerda), no convés do navio polar Almirante Maximiano, no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro

    "A Marinha vem realizando, desde 1983, essa parceria com todos os institutos de pesquisa do Brasil que estão habilitados a fazer pesquisas na Antártica. Nós somos a plataforma que melhor pode apoiar esses projetos, porque nós levamos os pesquisadores até os pontos onde eles realizam as suas pesquisas, as coletas, e coletam todas as informações necessárias para os seus projetos."

    Em sua segunda viagem ao continente gelado, o capitão deixará saudades em sua família aqui no Brasil enquanto se aventura pelo Polo Sul. Mas, segundo sua mãe, essa distância pode ser encarada também como motivo de orgulho:

    "A comunicação é feita através dele, mandando mensagens, e-mails […] A saudade é muito grande, profunda. Mas, ao mesmo tempo, nos deixa muito felizes, porque representa realmente um sucesso pleno do meu filho comandando esse navio", disse também à Sputnik dona Lícia Heine. 

    Incorporado à Marinha do Brasil em 3 de fevereiro de 2009, o navio polar Almirante Maximiano possui comprimento total de 93,4 metros, deslocamento carregado de 5.540 toneladas, velocidade máxima mantida de 11,5 nós e acomodação para até 119 pessoas. Seu sistema de propulsão é alimentado por dois motores diesel de 12 cilindros Caterpillar modelo 3612DI, com 4.260 HP, enquanto a geração de energia depende de dois geradores de eixo AVK D-8070 1.464 KW, um motor Caterpillar 3512 V12 1424 KW e um diesel-gerador de emergência Cummins NTA855 250 KW. O navio dispõe de três lavanderias, quatro locais para refeições, televisão, DVD, videogames, conjunto de som, jogos de salão, academias de ginástica, biblioteca, enfermaria e gabinete odontológico, entre outras instalações e facilidades. 

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    Tags:
    navio de apoio oceanográfico Ary Rongel, navio polar Almirante Maximiano, Marinha do Brasil, Lícia Heine, Pedro Augusto Bittencourt Heine Filho, Ilha das Cobras, Antártica, Rio de Janeiro, Brasil
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