07:21 20 Setembro 2018
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    Impressão artística do Planeta Nove como um gigante de gelo eclipsando a Via Láctea central, com um Sol ao fundo. A órbita de Netuno é mostrada como uma pequena elipse ao redor do Sol

    Surgem novas evidências sobre possível 9º planeta escondido atrás de Netuno

    CC BY-SA 4.0 / Tomruen, nagualdesign
    Ciência e tecnologia
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    O motivo para os cientistas ainda não terem conseguido encontrar o nono planeta, apesar das múltiplas evidências, possivelmente será porque ele está escondido atrás de Netuno.

    Um comunicado divulgado pela NASA, em outubro de 2017, diz que o nono planeta pode estar 20 vezes mais longe do Sol do que Netuno, adicionando que "agora é mais difícil imaginar nosso Sistema Solar sem o 'Planeta Nove' do que com um".

    É exatamente essa longa distância e a tecnologia atual que tornam o processo de visualização ainda mais complicado. No entanto, os cientistas acreditam na possibilidade de existir outro planeta e que ele pode ter "10 vezes a massa da Terra", assegura a Foxnews.

    "Todas as vezes que tiramos uma foto, existe essa possibilidade de que o Nono Planeta fique na imagem", disse Surhud More, professor associado do Instituto Kavli de Física e Matemática do Universo da Universidade de Tóquio, em entrevista ao Advocator.

    Já o artigo publicado no Slashgear relata que pode levar até mil anos até que o novo planeta seja encontrado.

    Michael Brown, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, disse achar que o "Planeta Nove" será encontrado com o tempo, mas serão precisos telescópios significativamente mais potentes e com melhor tecnologia de localização de planetas do que os atuais.

    "Poderia estar nas bordas geladas exteriores do nosso Sistema Solar, escondendo-se na escuridão", informou Brown anteriormente.

    Na mesma declaração de 2017, o astrofísico planetário Konstantin Batygin, que trabalhou com Brown, disse que há "cinco linhas diferentes de evidências observacionais" que apontam para a existência do planeta.

    Os astrônomos chegaram a tal conclusão após terem analisado a trajetória de seis corpos celestes no cinturão de Kuiper, cujas órbitas são estranhamente inclinadas e alongadas em relação às órbitas de outros corpos celestes, e que o 9º planeta poderia ser responsável pela inclinação dos planetas no Sistema Solar.

    "Nenhum outro modelo pode explicar a estranheza dessas órbitas de grande inclinação", acrescentou Batygin. "Acontece que o Planeta Nove fornece um caminho natural para a geração deles. Essas coisas foram movidas do plano do Sistema Solar com a ajuda do Planeta Nove e depois espalhadas por Netuno."

    "Se você remover essa explicação e imaginar que o Planeta Nove não existe, então você criará mais problemas para resolver", concluiu Batygin.

    Porém, a comunidade científica segue sem ter provas suficientes para comprovar 100% a existência deste planeta, de modo que a pesquisa sobre este corpo celeste ainda está ativa.

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    Tags:
    astrônomo, Planeta 9, sistema solar, descoberta, NASA, Espaço
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