14:33 20 Outubro 2018
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    'A ponta do iceberg': cientista revela verdade assustadora sobre Google vigiando e-mails

    © REUTERS / Dado Ruvic
    Ciência e tecnologia
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    The Wall Street Journal (WSJ) revelou em seu artigo de segunda-feira (2), que o Google está permitindo a terceiros, bem como a seus funcionários, o acesso a mensagens privadas de usuários do Gmail, apesar de promessas de 2017 de acabar com a prática. Porém, o analista americano afirma que este relatório é apenas a ponta do iceberg.

    De acordo com o artigo do jornal estadunidense, entre os usuários do Google, cujos e-mails são lidos com muita frequência, estão os que se subscreveram aos "serviços baseados em e-mail" que oferecem "comparação de preços de shopping" e "planejadores automáticos de itinerário de viagens", relatou o Business Insider.

    No entanto, o psicólogo sênior do Instituto de Pesquisa e Tecnologia Comportamental dos EUA, Dr. Robert Epstein, acredita que o assunto é muito maior do que revelou o WSJ em seu artigo.

    "O problema com o Google é que […] ao menos centenas de funcionários da empresa, para fazer seu trabalho, precisam ter acesso total a nossos perfis, incluindo todos os e-mails", disse o psicólogo à Sputnik Internacional. "Esse problema é enorme, vai muito além do que está no WSJ".

    Além disso, apontou Epstein, os usuários não sabem realmente como o conteúdo de seus e-mails e outras informações são coletados sobre eles.

    "Mas essa é a cultura, e a cultura na tecnologia, generalizando, é, naturalmente, uma vigilância", comentou.

    Falando sobre outros princípios de trabalho do Google, o especialista sublinhou que o mecanismo de busca mantém acesso até mesmo aos e-mails deletados por usuários.

    Segundo a política de privacidade e termos de uso da empresa, "eles podem levar até seis meses para apagar o material [de e-mails] […] eles podem manter o material por tempo indefinido se tiverem causa razoável", comentou Epstein.

    No entanto, mesmo se você limpar o histórico, isso também não ajudará em nada para proteger sua privacidade, avança o psicólogo.

    Mas Epstein revelou uma verdade ainda pior: "Pense nos e-mails que você começa a digitar, mas depois diz: 'Não vou enviá-lo de modo algum', e acaba deletando-o sem enviar. Sabe o que acontece? Eles mantêm estes [e-mails] também".

    Concluindo, o interlocutor da Sputnik Internacional afirmou que hoje em dia "vivemos em uma sociedade de vigilância, e não temos nenhuma proteção contra isso", pois isto está de acordo com as nossas leis.

    Para ele, a situação "é muito mais assustadora" do que nos romances de antiutopia "Admirável Mundo Novo" e "1984" sobre manipulação psicológica e vigilância governamental onipresente.

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    Tags:
    usuários, privacidade, vigilância, e-mails, The Wall Street Journal, Google, EUA
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