14:03 24 Junho 2018
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    Missão espacial Apollo 11 (foto de arquivo)

    Culpado por mistério lunar é finalmente encontrado através de fitas perdidas da Apollo

    CC BY 2.0 / Marc Van Norden / Apollo 11 - Aldrin and LM
    Ciência e tecnologia
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    A superfície da lua inesperadamente aqueceu um pouco durante os anos 70, intrigando cientistas por décadas quanto à causa. Agora, os dados coletados originalmente pelas missões lunares Apollo, coordenadas pela NASA, foram recuperados e oferecem uma resposta.

    Durante a missão Apollo 15 em 1971 e Apollo 17 em 1972, os astronautas implantaram sondas para medir a temperatura da Lua a fim de saber se o núcleo era tão quente quanto o da Terra, e entender como o calor se move do núcleo da Lua para a superfície.

    Após oito anos de recuperação cuidadosa dos dados perdidos das missões espaciais da Apollo, os pesquisadores acompanharam a raiz da mudança de temperatura. Suas descobertas, publicadas no The Journal of Geophysical Research Planets, indicam a interferência humana na superfície lunar como a culpada.

    Fitas perdidas

    As sondas mediram a temperatura na superfície lunar e subterrânea até 1977, enviando dados para o Centro Espacial Lyndon Johnson da NASA, em Houston, onde foram gravados em fitas e depois arquivados. No entanto, mais tarde, verificou-se que somente as fitas entre 1971 e 1974 foram arquivadas, as outras foram consideradas perdidas.

    Em 2010, vários cientistas planetários decidiram procurar as fitas perdidas de 1975 a 1977, esperando que elas pudessem fornecer respostas a uma série de perguntas, particularmente, por que a temperatura aumentou depois que as sondas foram inseridas. Enquanto alguns acreditavam que o aumento foi causado pela presença dos astronautas, outros especularam que poderia ter sido devido a mudanças na órbita da Lua.

    A equipe descobriu que a NASA havia criado um conjunto separado de fitas para arquivamento — encontrando 440 fitas datadas de abril a junho de 1975 no Centro Nacional de Registros de Washington.

    Eles também encontraram registros semanais registrando as leituras de temperatura da sonda de 1973 a 1977 no Instituto Lunar e Planetário em Houston. Isso lhes deu informações suficientes para começar a entender o motivo do aquecimento da Lua.

    Mistério da lua resolvido

    Os cientistas passaram anos recuperando e analisando dados. Eles descobriram que as sondas que estavam mais perto da superfície da Lua registraram um anterior e maior aumento de temperatura, sugerindo que o calor começou na superfície antes de seguir para as sondas localizadas mais profundamente na Lua.

    Eles também analisaram imagens da superfície, que mostravam como as missões perturbavam a superfície onde elas pousavam. Isso tornou o solo lunar mais escuro, o que significa que absorveu mais calor do Sol.

    Depois de toda essa análise, ficou claro que a razão para o aumento da temperatura foram os próprios astronautas das missões Apollo. Os viajantes espaciais perturbaram a superfície do satélite natural quando eles pousaram e caminharam sobre ela. O solo escurecido significava que a Lua refletia menos da sua superfície, fazendo com que aumentasse a temperatura em 1 ou 2 graus Celsius.

    "Não é necessária muita perturbação para que se consiga um aquecimento sutil da superfície", disse Seiichi Nagihara, principal autor do estudo e cientista planetário da Universidade de Tecnologia do Texas.

    O estudo descobriu, talvez sem surpresa, que é quase impossível enviar astronautas ou instrumentos para a Lua sem mexer no ambiente da superfície.

    "No processo de instalação dos instrumentos, você pode realmente acabar perturbando o ambiente térmico da superfície do local onde você quer fazer algumas medições", disse Nagihara. "Esse tipo de consideração certamente vai para o projeto da próxima geração de instrumentos que serão, um dia, implantados na Lua."

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    Tags:
    missão lunar, gravações, superfície, órbita lunar, temperatura, sonda espacial, mistério, satélite, Terra, NASA, Lua
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