18:53 26 Maio 2018
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    Visitantes do Espaço UFMG do Conhecimento acompanham observação astronômica

    Ainda dá tempo de observar a primeira grande chuva de meteoros do ano no Brasil

    © Foto : Espaço UFMG do Conhecimento
    Ciência e tecnologia
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    Termina amanhã (25) a primeira grande chuva de meteoros observável no Brasil neste ano, as chamadas líridas ou "estrelas de abril". Fenômeno anual, a chuva de meteoros tem o maior número histórico de observações em um período de mais de 2600 anos e pode ser melhor observada em locais com horizonte livre (sem edifícios) e pouca poluição sonora.

    No Brasil, o fenômeno aparece com melhor clareza nas regiões Norte e Nordeste. De acordo com a planetarista do Espaço UFMG do Conhecimento, Sheila Xavier, isso ocorre porque a constelação Lyra nestes locais fica melhor posicionada no ponto mais alto em relação ao horizonte por estar mais voltada para o Hemisfério Norte. "No Sul e Sudeste não conseguimos visualizar tão no alto do céu e nessa época ela aparece quase com o sol nascendo, por volta das 4h30, 5h da manhã, o que dificulta a observação da chuva de meteoros", explica.

    Mesmo assim, embora o pico da chuva tenha passado, observadores mais ao sul do país podem conseguir acompanhar o fenômeno, desde que em locais mais altos e com pouca poluição luminosa. Portanto, é bom fugir das grandes cidades, locais onde, segundo Sheila, é quase impossível enxergar as líridas. A planetarista explica, porém, que a melhor forma de acompanhar é a olho nu.

    • Líridas são fotografadas em São Sebastião, interior de São Paulo
      Líridas são fotografadas em São Sebastião, interior de São Paulo
      © Foto : Observatório Nacional/Eduardo Placido Santiago
    • Líridas são fotografadas em São Paulo
      Líridas são fotografadas em São Paulo
      © Foto : Observatório Nacional/Richard Cardial
    • Líridas são capturadas pelas lentes do Observatório Municipal de Campinas, interior de São Paulo
      Líridas são capturadas pelas lentes do Observatório Municipal de Campinas, interior de São Paulo
      © Foto : Observatório Municipal de Campinas
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    © Foto : Observatório Nacional/Eduardo Placido Santiago
    Líridas são fotografadas em São Sebastião, interior de São Paulo

    "O rastro deixado pelo meteoro no céu [é melhor captado desta forma]. O interessante é que para verificar se o meteoro observado está relacionado às líridas, quando se percebe a trajetória que ele deixa no céu e traçar, ele vai te levar à constelação da Lyra. É difícil captar, mas com certeza é uma sensação incrível".

    Segundo o Observatório Nacional, em uma noite típica, poderão ser observadas pelo menos entre 10 e 20 "estrelas de abril" entrando na atmosfera por hora. No seu pico, as líridas podem chegar a 100 por hora.

    Opções ao longo do ano

    Quem não tiver a sorte de estar nos melhores pontos de observação ainda há opções, a começar pelo próximo mês. Segundo Sheila, há vários eventos programados no "calendário astronômico" de 2018.

    "A gente busca calcular as efemérides (período em que há mais regularidade). No início do ano, tivemos a constelação de Touro que estava mais bem posicionada no céu. Já no mês de maio teremos uma chuva na constelação de Aquário, a Eta Aquaridas (60 meteoros por hora no pico)", revela.

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    Espaço UFMG do Conhecimento, Observatório Nacional, Sheila Xavier, Constelação de Aquário, Constelação de Touro, Região Nordeste do Brasil, Região Norte do Brasil, Região Sudeste do Brasil, Região Sul do Brasil, Constelação Lyra, Hemisfério Norte
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