07:10 28 Maio 2018
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    Arqueólogos trabalhando em um cemitério antigo com dúzias de esqueletos em Florença, Itália

    Grávida medieval deu à luz no túmulo depois de se submeter à 'neurocirurgia' (FOTO)

    © AP Photo/ Francesco Bellini
    Ciência e tecnologia
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    Uma grávida da Idade Média, que foi sujeita à cirurgia de crânio na Itália, deu à luz depois de ter morrido, de acordo com uma equipe de cientistas que examinou os antigos restos mortais.

    O caso, cujos detalhes foram publicados na revista World Neurosurgery, foi identificado pelos pesquisadores como nascimento no caixão — um fenômeno que ocorre quando um embrião de uma grávida falecida é expulso do corpo da mãe no túmulo. Conhecido como extrusão fetal após a morte, ocorre na sequência do aumento da pressão de gás dentro de um corpo em decomposição.

    Cientistas da Universidade de Ferrara e Bolonha na Itália analisaram o esqueleto de uma mulher descoberto em 2010 na pequena cidade de Imola, Bolonha. Crê-se que os restos mortais sejam do período entre 600 e 700 a.C.

    A mulher foi encontrada com o embrião entre as pernas. Devido à posição dos ossos, os pesquisadores concluíram se tratar de um caso de nascimento no caixão. A cabeça do embrião e a parte superior do corpo foram encontradas fora da cavidade pélvica da mulher, enquanto as pernas do bebê ficaram dentro. De acordo com os cientistas, há chances de corresponder a um nascimento parcial de uma gravidez de 38 semanas.

    Mulher medieval dá à luz depois da morte

    Além do mais, a mulher tinha um buraco de cinco milímetros no seu crânio, o que, talvez, signifique que tinha sido sujeita à trepanação, procedimento cirúrgico de abertura do crânio por perfuração ou raspagem das camadas ósseas.

    Como trepanação era usada para tratar pré-eclâmpsia — alta pressão arterial ligada à gravidez, os cientistas supõem que pode ter sido o caso da gestante.

    Ela teria vivido somente uma semana depois da operação e foi sepultada ainda grávida, dando à luz durante decomposição do corpo.

    No ano passado, um caso parecido foi registrado perto do cemitério Peste Negra, não tão longe de Gênova, Itália.

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    Tags:
    escavação, bebê, mulher, crânio, cirurgia, arqueologia, Itália
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