13:28 25 Maio 2018
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    Robô Fyodor

    Do robô Fyodor à respiração aquática: novos projetos da 'DARPA russa'

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    Ciência e tecnologia
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    A Fundação de Pesquisas Avançadas (FPI, na sigla em russo), frequentemente comparada com a Agência de Projetos Avançados de Investigação de Defesa (DARPA, na sigla em inglês) dos EUA, está realizando vários projetos que atraem a atenção a nível internacional. Como vão as investigações avançadas e em que fases estão os projetos mais conhecidos?

    A fundação desenvolve atualmente 50 projetos em paralelo e tem um portfólio de 25 projetos concluídos. Os temas das pesquisas abrangem um leque variado de áreas, desde "submergir na fossa das Marianas a ir ao espaço", disse Vitaly Davydov, presidente do conselho científico da FPI, ao jornal russo Izvestia.

    Os projetos realizados

    Entre os projetos já terminados, Davydov destacou o protótipo do motor rotativo de detonação. Junto com a empresa Energomash, a FPI construiu e testou as tecnologias deste novo tipo de motor, a ser utilizado tanto em foguetes espaciais, como em veículos aéreos.

    Outro projeto famoso é o robô Fyodor, o androide projetado para ser dirigido à distância e trabalhar nas zonas de catástrofes, a pedido do Ministério das Emergências russo.

    "O desenvolvimento do Fyodor está finalizado. O projeto interessou também à Roscosmos, que agora quer um robô para testar a nave espacial Federatsiya, e à Rosatom, interessada nas tecnologias usadas em condições perigosas para os humanos, por exemplo, na conservação de resíduos nucleares", explicou o especialista.

    O demostrador tecnológico do "pseudosatélite" Sova – veículo autónomo de voos de longo curso a grandes altitudes – também cumpriu seu programa de testes.

    O drone realizou um voo de longa duração a uma altitude de 20 quilômetros e mostrou a viabilidade da abordagem tecnológica escolhida, fornecendo dados indispensáveis para a criação de um veículo "de pleno direito".

    Projetos em andamento

    O estudo da respiração aquática continua, afirmou Davydov. Essa tecnologia pode ser usada não apenas nas operações de resgate de submarinos, que foi declarado o objetivo principal do projeto.

    "Essa tecnologia pode salvar milhares de vidas. Sem falar dos tripulantes dos submarinos, há um monte de enfermidades pulmonares em que a respiração aquática pode ajudar a curar", explicou ele.

    Outro projeto promissor seria o arrefecimento rápido do corpo, às vezes necessário para desacelerar o metabolismo e assim dar mais tempo para uma intervenção médica. 

    A Fundação tem também projetos informáticos. No âmbito da substituição de importações, o FPI criou o software de engenharia russo que será integrado nos processos de projeção da Rosatom e Roscosmos. 

    "Com a empresa Kamaz, o maior produtor de caminhões russo, estamos testando óculos de realidade aumentada que monitoram o processo de montagem. O programa mostra que componente pegar e onde o colocar. Se o operador comete um erro, o sistema indica como ele deve fazê-lo corretamente", revelou o especialista.

    Finalmente, Davydov falou sobre os avanços no campo das telecomunicações quânticas. O gerente lembrou o primeiro grande avanço em 2016, quando foi estabelecida a linha quântica de 30 quilômetros e revelou planos para experiências atmosféricas e espaciais.

    "O FPI está estudando os problemas da computação quântica e da criação do equipamento necessário para usá-lo. Enquanto as experiências da China atualmente dominam as manchetes da mídia, também não estamos parados", concluiu ele.

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    Tags:
    robotizado, tecnologia, satélite, Rosatom, Roscosmos, Rússia
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