14:25 24 Fevereiro 2020
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    Predizer a potência das erupções solares e sua provável capacidade de danificar os sistemas de satélites e redes elétricas pode se tornar uma tarefa mais fácil graças a recente investigação.

    Cientistas franceses desenvolveram dois modelos para identificar o mecanismo que provoca as erupções solares não acompanhadas por ejeções de massa coronal.

    Os investigadores, cujo estudo foi publicado na revista Nature, reconstruíram o comportamento do cordão de fluxo magnético que produziu, em 24 de outubro de 2014, uma intensa erupção solar não acompanhada por ejeções de massa coronal e descobriram que o cordão magnético estava fechado dentro da chamada gaiola magnética.

    O cordão não era bastante potente para "escapar" da gaiola magnética e emitir una bolha magnética, mas conseguiu destruí-la parcialmente e produzir uma poderosa emissão de radiação que afetou os sistemas de telecomunicação terrestres.

    Ao mesmo tempo, os investigadores chegaram à conclusão de que a força da erupção depende da potência da gaiola, ou seja, quanto mais fraca é a gaiola, mais potente é o efeito da erupção.

    "Um mecanismo único pode estar por trás de todas as erupções solares", comentou o autor principal do estudo, o astrofísico Tahar Amari, ao portal Space.com.

    A investigação atual poderá ajudar os cientistas a predizer que quantidade de energia será emitida por futuras erupções solares e estimar seu impacto e riscos potenciais.

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    Tags:
    erupção solar, campo magnético, satélites, eletricidade, Sol, Terra
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