23:11 20 Junho 2021
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    A inteligência artificial poderia ser a chave para decifrar o manuscrito Voynich, um misterioso documento da Idade Média. Depois de testar um algoritmo para determinar a língua dos textos, um pesquisador canadense afirmou ter uma ideia de como foi cifrada a misteriosa obra.

    "Tentar resolver um puzzle é natural ao ser humano. Fiquei intrigado e queria dar um novo contributo", comentou Greg Kondrak, pesquisador do laboratório de inteligência artificial da Universidade de Alberta (Canadá).

    Analisando todos os fracassos anteriores da decifração da obra, incluindo o da equipe de criptógrafos britânicos responsáveis de decifrar o código nazista Enigma, Kondrak e seu coautor, Bradley Hauer, decidiram aplicar a inteligência artificial, informou o canal de televisão canadense CTV News.

    Primeiro, traduziram a Declaração dos Direitos humanos da ONU em 380 idiomas diferentes.

    Depois, elaboraram um sofisticado algoritmo estatístico que conseguiu determinar a tradução com uma probabilidade muito alta – de 97%.

    O algoritmo sugeriu o idioma do manuscrito Voynich: se trataria do hebraico. Mas resultou ser não um hebraico corrente, senão uma cifra segundo certo código. A análise revelou que no texto do manuscrito as consonantes foram reordenadas, enquanto as vogais foram omitidas por completo.

    Entretanto, os pesquisadores ofereceram uma tradução para a primeira oração do manuscrito: 

    "Ela fez recomendações ao sacerdote, ao dono da casa, a mim e à gente."

    Em outra seção figuravam 72 palavras como "granjeiro", "luz", "ar" e "fogo", ou seja, são de vocabulário botânico e farmacológico. Segundo as teorias correntes, a obra seria dedicada a esses temas.

    Entretanto, falta muito mais que um algoritmo informático para traduzir o manuscrito: é necessário um especialista capaz de entender a sintaxe e o sentido das palavras.

    "Alguém com muito domínio do hebraico e com conhecimentos históricos da mesma época poderia seguir nossa pista", sublinhou Kondrak.

    Quanto ao destino de seu algoritmo, ele sublinhou que "ainda não são poucos os mistérios por resolver" em forma de manuscritos antigos onde pode ser aplicado o método.

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    Tags:
    idiomas, mistério, cientistas, Canadá
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