17:34 25 Novembro 2020
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    O observatório da NASA conseguiu captar imagens do grande buraco que apareceu na superfície do Sol entre 7 e 9 de novembro. O buraco coronal, parecido com uma mancha de tinta, observa-se perfeitamente na imagem ultravioleta da NASA.

    Segundo os pesquisadores, os buracos desse tipo permitem que as partículas escapem ao espaço a alta velocidade.

    "Os buracos coronais são aberturas magnéticas na superfície do Sol que permitem que o vento solar de grande velocidade se emita para o espaço", disseram os especialistas da NASA citados pelo jornal britânico DailyMail.

    Os astrônomos acrescentaram que tal fenômeno pode influenciar as auroras do nosso planeta. Esse buraco foi provavelmente a fonte das auroras brilhantes que se observaram a partir a Terra.

    Os buracos desse tipo podem aparecer em qualquer momento ocupando qualquer fragmento da superfície solar. Entretanto, sua aparição durante o mínimo solar – a redução na atividade do Sol – é mais possível, segundo a informação do Centro de Previsão do Tempo Espacial (SWPC, na sigla em inglês). Os cientistas afirmam que atualmente o mínimo solar está aproximando-se.

    Os buracos coronais serão mais prováveis à medida que o Sol se aproxima do mínimo do seu ciclo, que dura 11 anos. De acordo com a NASA a próxima redução da atividade solar acontecerá em 2019-2020.

    Isso não significa que os buracos apareçam apenas durante o mínimo solar, mas nesse período eles podem manter-se durante um longo período do tempo – seis meses ou mais.

    A abertura no campo magnético permite que as partículas escapem muito mais depressa do que quando o vento solar é normal. Quando essas partículas alcançam a atmosfera da Terra, podem provocar perturbações temporárias no planeta, em particular tempestades geomagnéticas que põem em perigo as redes elétricas e o funcionamento dos satélites.

    Tags:
    buraco, astronomia, cientistas, NASA, Sol
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