16:56 15 Novembro 2019
Ouvir Rádio
    Imagem computorizada de Marte

    NASA revela nova ameaça para construção de bases nas luas de Marte

    © REUTERS / NASA/JPL-Caltech
    Ciência e tecnologia
    URL curta
    0 11
    Nos siga no

    As erupções e ejeções de massa coronal no Sol podem carregar com eletricidade a superfície dos satélites de Marte (Fobos e Deimos), o que os torna perigosos para os módulos espaciais, sondas orbitais e astronautas.

    Os planos da NASA sobre a colonização de Marte incluem a criação de uma base em uma das luas da Marte. De acordo com os especialistas, isso reduzirá significativamente as despesas relacionadas à entrega dos bens a Marte. 

    Os cientistas da NASA descobriram assim uma fonte de perigo inesperado que pode dificultar significativamente a criação de bases desse tipo. Ao examinar os dados captados pela sonda espacial MAVEN, eles revelaram que as erupções solares carregam com eletricidade estática a superfície das luas de Marte.

    "Descobrimos que os astronautas ou rovers poderiam acumular cargas elétricas significativas ao atravessar o lado “noturno” de Fobos, o lado que está virado para Marte durante o dia marciano. 

    Embora não esperemos que essas cargas sejam suficientemente grandes para prejudicar a saúde dos astronautas, elas são suficientemente grandes para afetar equipamentos sensíveis. Então precisamos de projetar trajes espaciais e equipamentos que minimizem qualquer risco de carga", disse William Farrell da NASA.

    Hoje em torno de Marte giram dois satélites, Fobos e Deimos, que têm uma forma assimétrica e um diâmetro de 22 e 12 km respectivamente. Muitos cientistas acreditam que estes satélites são asteroides atraídos pela gravitação de Marte.

    Curiosamente, Fobos está se aproximando de Marte. Dentro de 20-40 bilhões de anos ele será destruído e se tornará um grande anel de poeira. Mas Deimos, ao contrário, está se afastando de Marte e no futuro remoto poderá "fugir" do planeta.

    Tags:
    astronomia, cientistas, espaço, Marte
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar