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    Apresentação do novo iPhone X da Apple em 12 de setembro de 2017

    Face ID do novo iPhone X: mais uma ferramenta para serviços secretos?

    © AFP 2019 / Josh Edelson
    Ciência e tecnologia
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    Nesta semana, a Apple apresentou o iPhone X, que custará inicialmente nada mais nada menos que 1.000 dólares nos Estados Unidos. Uma das novidades deste novo modelo é o desbloqueio através do reconhecimento facial do dono. Um especialista explicou para a Sputnik Internacional a vulnerabilidade desta tecnologia aos hackers.

    Choong-Fook Fong, chefe-executivo da companhia de proteção da informação profissional LGMS, falou para a Sputnik que sempre houve preocupações quanto ao uso do reconhecimento facial entre os consumidores.

    Uma das principais preocupações é "transferência de nossa aparência para dados únicos" ao usarmos reconhecimento facial.
    O especialista em investigação de crimes cibernéticos explica: "Como será possível proteger estes dados únicos? A informação pode ser roubada por criminosos, e as pessoas podem passar por você ao obter seus dados."

    "Nada é bem protegido. Existem muitos meios de passar por cima ou hackear o reconhecimento facial. Pessoas vão usar as fotos da pessoa real ou fazer maquiagem", continua.

    Choong-Fook Fong esperava que os criadores tivessem criado uma tecnologia mais segura com a função de detectar rostos já "conhecidos pelo dispositivo".

    Fong acredita que "uma das maiores preocupações é a seguinte: os dados de identificação vão ser compartilhados com os desenvolvedores do smartphone ou armazenados no celular? Caso sejam guardados no celular, qual será o sistema de proteção? Mas se os dados forem transferidos aos desenvolvedores, há mais motivos para se preocupar, pois eles podem usar seus dados de muitas formas".
    Segundo ele, o reconhecimento facial é expandido para outras esferas, que vai da segurança interna à indústria de hotelaria.

    "Na China, muitos restaurantes utilizam o reconhecimento facial para identificar clientes. Eles utilizam a ferramenta para adivinhar as emoções das pessoas. O reconhecimento facial é uma tecnologia boa, mas a privacidade importa mais", Fong disse à Sputnik Internacional.

    Ele lembrou que, no sistema de aplicação de lei, já era usada essa ferramenta para detectar criminosos e terroristas.

    Tim Cook, chefe-executivo da Apple, caracterizou o iPhone X como "o maior passo dado após o primeiro iPhone". Maior passo ou não, muitos internautas zombaram do reconhecimento facial com memes de mulheres sem maquiagem ou boxeadores e estrelas do cinema gravemente espancados tentando destravar seu novo celular.

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    Tags:
    serviços secretos, fraude, espionagem, iPhone, Apple, Tim Cook, Califórnia, EUA
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