04:55 31 Março 2020
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    Os astrônomos europeus obtiveram fotos de alguns buracos negros supermassivos que absorvem gigantescas quantidades de gás e matéria em galáxias-medusas estranhas.

    "Nunca antes tínhamos visto nem pensado que o processo de formação de ‘tentáculos' dessas galáxias iria influir tão significativamente no comportamento dos buracos negros em seus núcleos. Parece que o buraco negro está ativo, pois nem todo o gás frio é expulso para fora da galáxia, uma parte fica no centro dela", conta Bianca Poggianti do Observatório Espacial de Padua (Itália).

    Ao colidir umas com as outras ou com nuvens de gás, as galáxias podem mudar sua forma, em particular, podem adquirir  forma oval quando entram em alta velocidade em aglomerações grandes de galáxias, diz o artigo publicado no jornal Nature.

    Quando isso acontece, caudas longas de gás frio separam-se delas. Assim, os "tentáculos" dessas galáxias tornam-se o lugar de nascimento de novas estrelas. É por isso que os cientistas as chamam de galáxias-medusas — têm caudas com novas estrelas semelhantes aos tentáculos de criaturas marinhas.

    Desde 2005, os astrônomos conseguiram encontrar somente um par de "medusas" em aglomerações situadas perto da Via Láctea. E só faz pouco eles obtiveram fotos de cerca de dez galáxias semelhantes, observando "as megalópoles de estrelas" através do telescópio espacial Hubble.

    Cluster de galáxias MACS J2129-0741
    © NASA . ESA, M. Postman (STScI), and the CLASH team
    Cluster de galáxias MACS J2129-0741

    Segundo aponta a especialista italiana, essas investigações podem projetar luz sobre as duas principais incógnitas espaciais: que processos influem no nascimento de novas estrelas e que ligação elas têm com o enorme buraco negro localizado no centro da galáxia.

    Antes, os cientistas costumavam pensar que as "medusas" deveriam dispor de buracos negros tranquilos que quase não absorviam matéria. No entanto, revelou-se que metade delas contêm buracos negros ativos.

    Assim, os cientistas concluíram que a interação entre galáxias serve de "comutador" de atividade dos buracos negros nos seus centros. No entanto, ainda há muito caminho a percorrer para entender todo o processo.

    De acordo com Poggianti, tais observações ajudarão os cientistas a saber se as galáxias se comportam conforme sua teoria: "Temos tentado entender durante muito tempo como surgem e evoluem as galáxias no nosso Universo […]. Por isso, as medusas são uma chave para  compreender  a natureza desse processo".

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    Tags:
    universo, espaço, telescópio, estrelas, Via Láctea, buraco negro, Hubble, Terra
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