17:25 23 Outubro 2019
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    Uso excessivo de antibióticos para dor de garganta torna sexo oral cada vez mais perigoso

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    Ciência e tecnologia
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    Na sequência de as pessoas estarem cada vez mais habituadas a tomar antibióticos, mesmo com os sintomas mínimos de uma doença, a resistência a estas substâncias aumenta e torna mais perigosas as doenças sexualmente transmissíveis, tais como a gonorreia, adverte a Organização Mundial de Saúde (OMS).

    "A bactéria que causa a gonorreia é particularmente inteligente. Cada vez que usamos uma nova classe de antibióticos para tratar a infeção, a bactéria evolui para se tornar resistente", explica Teodora Wi, da OMS, citada pelo Diário de Notícias.

    De acordo com os dados mais recentes, 78 milhões de pessoas cada ano ficam infetadas com esta doença que pode infetar genitais, reto e garganta e se transmite através do sexo vaginal, anal e oral.

    Esta pode ser considerada como uma das infeções que mais preocupa os especialistas, comunicou o BBC, já que os antibióticos para as dores de garganta, por exemplo, caso prescritos em resultado de um diagnóstico pouco eficiente, elevam a resistência do organismo e criam superbactérias.

    A OMS analisou os dados de 77 países nos quais se verificou que a resistência aos antibióticos era comum. A Dra. Teodora Wi especificou que até houve três casos — no Japão, na França e na Espanha — nos quais a doença era completamente incurável.

    "Nos Estados Unidos, a resistência [aos antibióticos] surgiu nos homens que têm sexo com homens por causa da infeção da faringe", explicou a cientista.

    Como uma das causas para a transmissão ativa da doença se indica o declínio no uso da camisinha, que caiu desde a época da epidemia do HIV/AIDS.

    Na qualidade de medidas de prevenção, a entidade aconselha um comportamento sexual mais seguro, ou seja, a utilização mais correta da camisinha, o que, por sua vez, pode ser garantido pela melhor educação neste campo.

    "A situação é bastante sombria", afirma Manica Balasegaram, da Parceria Global de Pesquisa e Desenvolvimento de Antibióticos, citada pelo G1. "Há apenas três drogas sendo produzidas e não há garantia de que nenhuma vá de fato funcionar."

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    Tags:
    doença, HIV, infecção, sexo oral, Organização Mundial de Saúde, OMS, EUA, Espanha, França, Japão
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