04:43 24 Maio 2018
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    Nuvens de amoníaco (de cor vermelha) e de outros gases (de cor azul) na nebulosa de Órion

    Astrônomos dão uma espiada na 'espada' de fogo da nebulosa de Órion

    © Foto: R. Friesen, Dunlap Institute; J. Pineda, MPE; GBO/AUI/NSF
    Ciência e tecnologia
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    Os astrônomos têm novas fotos do centro da nebulosa de Órion, o maior berçário estelar da nossa Galáxia, e encontraram nele uma gigantesca nuvem de amoníaco com um comprimento de 50 anos-luz semelhante em forma a uma espada curva.

    A informação sobre esse descobrimento foi revelada na revista Astrophysical Journal.

    "Ainda estamos longe de entender completamente como as nuvens de gás 'se fecham' e se formam as novas estrelas da nossa Galáxia. O amoníaco na nebulosa e em outros berçários estelares nos ajuda a monitorar o movimento dessas nuvens densas de 'materiais de construção' estelares e a medir sua temperatura. Isso é extremamente importante para determinar se os fios delas são estáveis ou se eles se comprimem se transformando em estrelas", conta Rachel Friesen da Universidade de Toronto (no Canadá).

    A nebulosa de Órion se situa a cerca de 1.500 anos-luz da Terra e tem o tamanho de várias centenas de anos-luz. Ali se formam dezenas e centenas de estrelas jovens, alguns delas têm formas e propriedades bastante incomuns para atrair a atenção dos cientistas.

    Friesen e seus colegas do projeto GAS, em que os cientistas monitoram o movimento das moléculas de amoníaco e outros gases dentro da nebulosa de Órion, estudam uma das regiões mais ativas deste "berçário estelar" – o Cinturão de Gould. Este cinturão é uma cadeia de várias estrelas jovens e acumulações de gases em que, de acordo com os astrônomos, mesmo hoje se estão formando embriões de estrelas.

    Usando o radiotelescópio GBT e o telescópio infravermelho WISE, os cientistas foram capazes de obter mapas tridimensionais da distribuição de amoníaco e outros gases neutrais nesta zona para entender com que velocidade o objeto se está movendo e mediram sua temperatura. Graças a estas medidas, a equipe de Friesen foi capaz de descobrir dezenas de núcleos anteriormente desconhecidos de estrelas e aglomerações de gases que se tornarão em novos astros gigantes no futuro próximo.

    Até o momento, os cientistas foram capazes de tirar fotos de apenas uma pequena parte do Cinturão de Gould e das outras regiões da nebulosa de Órion. Num futuro próximo, eles pretendem continuar a monitorar e tirar imagens que vão cobrir uma área de grandes dimensões deste berçário estelar com o tamanho de 1200x1200 anos-luz.

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    Tags:
    nebulosa, estrelas, Ciência e Tecnologia, espaço, Espaço
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