05:39 14 Agosto 2018
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    Restos de um pliossauro

    Paleontólogos encontram na Rússia réptil marítimo do tamanho de um ônibus

    CC BY 2.0 / Tim Evanson / Long-necked elasmosaurid plesiosaur
    Ciência e tecnologia
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    Cientistas russos encontraram um extraordinário réptil marinho, parecido a um delfim gigantesco, o que altera drasticamente os atuais conhecimentos científicos.

    "O focinho deste réptil era insolitamente estreito e fino e, quanto à anatomia, era mais parecido ao maxilar de um delfim ou jacaré gavial, que se alimentam de peixe, do que à boca de outros pliossauros. É um traço muito insólito dos animais, o que significa que pliossauros podiam ocupar mais nichos ecológicos do que nós pensávamos", disse Valentin Fisher da Universidade de Liège, Bélgica, à revista Current Biology.

    Os pliossauros são grandes carnívoros marítimos do Cretáceo e Jurássico. O corpo deles podia atingir 15 metros e o peso era de dezenas de toneladas. Em comparação com animais modernos, se pareciam mais aos jacarés.

    Graças aos fortes maxilares, os pliossauros podiam caçar todo o tipo de peixes, incluindo pequenos ictiossauros, plesiossauros e peixes gigantescos Leedsichtys de 20-25 metros de comprimento. 

    Os cientistas efetuaram investigações na região do rio russo Volga, perto da cidade de Ulianovsk. Nesta zona existem rochas formadas cerca de 130 milhões de anos atrás, no início do Cretáceo.

    Nas rochas, os cientistas conseguiram encontrar restos de um pliossauro do tamanho de um ônibus. Somente o crânio mede 1,5 metros. O pliossauro difere muito de outros répteis marinhos. Os cientistas o chamaram de Lushhan itilensis, o que significa "rei das águas do Volga".

    A principal particularidade do "rei" era o focinho e o maxilar parecidos aos dos delfins e jacarés gaviais modernos. Estas espécies se alimentam não de carne, mas de peixe pequeno. Assim, os cientistas concluíram que os pliossauros não eram somente os maiores carnívoros do seu tempo, mas ocupavam outros nichos ecológicos. Isso poderia os ter ajudado a sobreviver a extinção maciça no limite entre o Cretáceo e Jurássico e a existir quase até à extinção de todos os dinossauros e outros répteis do Mesozoico, 65,5 milhões de anos atrás.

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    Tags:
    paleontologia, dinossauro, Volga, Rússia
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