11:19 13 Dezembro 2017
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    A foto da Terra e Lua feito com a câmara de Deep Space Climate Observatory (DSCOVR)

    Misteriosas manchas brancas captadas por sonda já têm explicação

    © Foto: NASA/NOAA
    Ciência e tecnologia
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    Os misteriosos clarões brancos que podem ser vistos nas fotos da sonda DSCOVR são afinal reflexos da luz solar nas partículas de gelo na objetiva das câmaras do aparelho, escrevam os cientistas em um artigo publicado na revista Geophysical Research Letters.

    "Inicialmente pensávamos que os clarões eram provocados pelo reflexo do Sol no oceano, mas depois descobrimos muitas “manchas brancas” por cima da Terra. Elas não podem ser reflexo da luz da superfície dos rios e lagoas. Parece que estes clarões surgem na atmosfera terrestre quando a luz se reflete nas pequenas partículas de gelo que se encontram em posição horizontal", explica Aleksandr Marshak do Centro de Voos espaciais de NASA Goddard em Greenbelt (EUA).

    A sonda DSCOVR, que foi lançada ao espaço em fevereiro de 2015 é um dos últimos e mais modernos satélites climáticos da NASA e da Administração de Pesquisas Oceânicas e Atmosféricos (NOAA). Ao contrário de outras sondas deste tipo, ela não está na órbita terrestre, mas no espaço aberto, no ponto onde as forças de gravitação do Sol e da Terra se equilibram.

    Nebulosa do Caranguejo
    © NASA. NASA, ESA, NRAO/AUI/NSF and G. Dubner (University of Buenos Aires)
    As primeiras fotos deste tipo recebidas da câmara EPIC da DSCOVR revelaram um fenômeno pouco comum: em muitas delas se podiam ver misteriosas manchas brancas e clarões, diferentes de nuvens ou de outras potenciais fontes de cor branca. Nos últimos dois anos nas fotos de EPIC foram encontrados milhares de clarões deste tipo, o que exclui a possibilidade de terem surgido por defeitos de funcionamento da câmara ou devido a raios espaciais.

    Como mostrou a análise, os clarões surgem por cima da superfície terrestre bem como por cima do oceano, mas todos eles estão concentrados na parte do planeta iluminada pelo Sol. Por exemplo, no inverno as manchas surgem mais frequentemente na parte tropical do hemisfério sul, no verão – na parte análoga do hemisfério norte, nos dias de equinócio – na parte equatorial.

    Tais manchas ou clarões, opinam os cientistas, podem ser usados para pesquisas de planetas distantes, e, em particular, para a avaliação da sua aptidão para a existência de vida. A luz das estrelas refletida no gelo da atmosfera dos exoplanetas será mais forte do que a luz do próprio planeta, e no seu espetro estará contida toda a informação sobre a composição química da atmosfera e sobre a sobre a possível existência de vida.

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    Tags:
    Ciência e Tecnologia, análise, satélite, espaço, NASA, Terra, EUA
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