12:52 25 Janeiro 2021
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    O estudo, publicado na sua página web, se baseia na análise de 13 grupos de galáxias e sugere que esta matéria, invisível e que compõe a maior parte do Universo, é na verdade "difusa".

    O satélite Chandra é um telescópio espacial concebido especialmente para detectar emissões de raios X provenientes de áreas "quentes" do Universo, como os grupos de galáxias e a matéria ao redor de buracos negros.

    Por agora, os cientistas tinham usado o modelo de "matéria escura fria" para compreender o seu comportamento. De acordo com este modelo, a matéria escura é uma partícula que se move a uma velocidade muito menor que a da luz e serviu até agora para entender seu comportamento no Universo em grande escala, mas se tinha tornado inútil para compreender como ela se comporta em escalas mais pequenas. Os astrônomos esperam que este novo modelo, que pressupõe que a matéria escura é difusa e não fria, possa lançar mais luz sobre seu comportamento.

    Na imagem, os raios X são mostrados em cor de rosa. São as constelações de Andrômeda, Eridanus, Leo e Pegasus, que ficam a bilhões de anos-luz da Terra
    © NASA . T.Bernal et al.
    Na imagem, os raios X são mostrados em cor de rosa. São as constelações de Andrômeda, Eridanus, Leo e Pegasus, que ficam a bilhões de anos-luz da Terra

    Os resultados do estudo sugerem que este novo modelo de matéria escura difusa pode ser um modelo alternativo ao da matéria escura fria, apesar de reconhecer que é necessária uma investigação mais detalhada, em que será fundamental verificar se a matéria sofre oscilações em sua massa de acordo com a mecânica quântica.

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