13:34 18 Novembro 2017
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    Um conceito abstrato do sistema TRAPPIST-1

    'Grande irmã' da Terra pode abrigar vida extraterrestre

    © Foto: ESO/M. Kornmesser
    Ciência e tecnologia
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    Planetólogos europeus encontraram na constelação de Cetus um planeta pedregoso e relativamente pequeno, localizado na zona habitável e possuidor de uma atmosfera densa, diz o artigo publicado na revista Nature.

    "Este é o exoplaneta mais interessante que vi na última década. Não poderíamos esperar por um candidato melhor e mais interessante para solucionar um dos mistérios mais importantes da ciência — a busca por evidências de vida fora da Terra", resume Jason Dittmann, pesquisador do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian (CfA) dos EUA e líder da equipe responsável pela descoberta relatada nesta quarta-feira (20) na revista Nature.

    Além disso, ele destacou que "a estrela LHS 1140 [a ‘estrela-mãe' do novo planeta extrassolar] gira mais devagar e emite menos radiação de alta energia que as outras estrelas de baixa massa".

    Concurso de sósias

    Os cientistas já descobriram 30 exoplanetas deste tipo, porém, o LHS 1140b é o que possui as melhores condições para a existência de vida. A irmã da Terra faz parte da constelação Cetus.

    Além disso, no ano passado, astrônomos descobriram alguns planetas que se não são "sósias da Terra", podem ser considerados pelo menos suas "irmãs" ou "primas". O primeiro deles foi encontrado perto da estrela mais próxima da Terra — Proxima Centauri, enquanto outras três no sistema solar TRAPPIST-1, mais precisamente na constelação de Aquarius, que possui três planetas semelhantes à  Terra.

    Eles são unidos por terem tamanho pequeno, localizam-se na zona habitável, ou seja, onde existe água no estado líquido e giram em volta de anãs vermelhas.

    Entretanto, o último fato é controverso, pois, por um lado, a vida das anãs vermelhas é longa, permitindo o nascimento de vida, mas, por outro lado, alguns deles não são estáveis em sua juventude: produzem radiação ultravioleta e erupções numerosas que podem destruir as atmosferas dos planetas.  

    Vale ressaltar que, segundo Jason Dittmann e seus colegas, o planeta descoberto LHS 1140b gira calmamente em volta da sua estrela, possui atmosfera, é composta por rochas e seu diâmetro é 1,4 vez maior do que o da Terra, enquanto sua massa excede seis vezes a do nosso planeta.

    A grande irmã

    O LHS 1140b foi descoberto graças à rede de telescópios MEarth-South, dedicada à busca de exoplanetas.

    Assim como seus "concorrentes", está localizado dentro da zona habitável. Nela, apesar da sua proximidade à estrela, recebe só 50% de energia e luz, em comparação com a Terra, pois LHS 1140 é uma estrela bastante pálida e fria. Devido a esse fato, é mais provável que seu clima seja mais parecido com o de Marte.

    Imagem visualizada do sistema TRAPPIST-1
    Imagem visualizada do sistema TRAPPIST-1

    Segundo os cientistas, planetas destes tamanhos se tornam mundos aquáticos, cuja superfície é completamente coberta pelo oceano. Mas essa suposição não inclui o LHS 1140b. Sua grande massa significa que é composto por rochas sólidas. Isso resulta em uma gravidade três vezes mais alta do que na Terra e, consequentemente, pode exercer influência específica para vida possível.

    Para concluir, os planetólogos indicam que tanto a estela como o planeta surgiram há mais de cinco bilhões de anos e, sob as condições atuais, a vida poderia nascer lá. Em breve, Dittmann e seus colegas planejam observar a atmosfera do planeta com ajuda do Hubble e descobrir se LHS 1140b é capaz de possuir vida e efeito estufa e qual é quantidade de energia que o planeta realmente recebe.

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    Tags:
    descoberta, energia, luz, atmosfera, oceano, água, habitável, vida extraterrestre, exoplanetas, constelação, estrela anã, planeta, Sistema Solar, Sol, Terra
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