13:14 20 Abril 2019
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    Vénus-D pode se tornar projeto conjunto da NASA e Instituto de Pesquisas Espaciais russo

    Cientistas americanos e russos estão planejando enviar sonda para Vênus

    © NASA. JPL-Caltech
    Ciência e tecnologia
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    Representantes da NASA e cientistas russos se reunirão esta semana no Instituto de Pesquisas Espaciais em Moscou para esclarecer os problemas científicos de Vênus-D, uma missão conjunta a Vênus, de acordo com o Laboratório de Propulção a Jato da NASA.

    "Vênus é frequentemente chamado de "planeta irmão" da Terra, mas nós não sabemos quase nada sobre ele, incluindo se houve vida e água líquida em sua superfície no passado. Se compreendermos como funcionam os vários processos em Vênus e Marte, nós teremos uma imagem mais completa de como os planetas semelhantes à Terra evoluem, saberemos o que aconteceu, o que está acontecendo e vai acontecer na Terra", disse Jim Green, chefe do departamento de paleontologia da NASA.

    No início de novembro, começaram a aparecer informações na mídia de que a NASA e cientistas russos estariam considerando a opção de implementação conjunta da missão Vênus-D, que foi excluída do Programa Espacial Federal da Rússia para 2016-2025 anos devido a cortes nos orçamentos do setor espacial.

    De acordo com o acadêmico Lev Zeleny, diretor do Instituto de Pesquisas Espaciais, os representantes da NASA manifestaram interesse em participar na criação de uma estação de "longa duração" em Vênus, que será capaz de explorar a superfície e a atmosfera do planeta. Em outubro do ano passado, como observou o cientista, foi criado um grupo de trabalho conjunto, cujo principal objetivo foi a avaliação da possibilidade de realização da missão neste formato e a definição de áreas de responsabilidade da Rússia e dos Estados Unidos.

    Nesta semana haverá outra reunião de cientistas russos e americanos, engenheiros e funcionários, durante a qual as partes finalizarão os objectivos científicos da missão e determinarão seus contornos gerais. De acordo com os planos atuais da NASA e do Instituto de Pesquisas Espaciais, a Vênus-D vai trabalhar na órbita de Vênus durante pelo menos três anos, devendo fazer pousar uma sonda em sua superfície e também lançar um drone de bateria solar na atmosfera superior da "estrela da manhã".

    "Se você olhar para o Sistema Solar em geral, a Terra e Vênus são quase indistinguíveis um do outro, tendo tamanho e composição semelhantes. No âmbito desta cooperação, gostaríamos de saber como nasceu o forte efeito de estufa existente em Vênus hoje", disse David Senske, chefe do lado americano da comissão do Laboratório de Propulção a Jato.

    A última grande reunião da comissão teve lugar em outubro, e os cientistas disseram que as suas propostas seriam apresentadas à direção das agências espaciais e ao público interessado no final de janeiro. Em maio, de acordo com os planos atuais da Comissão, será desenvolvida e publicada uma lista de instrumentos com quais a sonda e o drone serão equipadas.

    Na melhor das hipóteses, a Vênus-D vai para o espaço em 2025 ou 2026, mas tudo vai depender, como observa Senske, da vontade e da capacidade do lado russo, bem como da inclusão da Vênus-D no programa espacial federal.

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    Tags:
    sonda espacial, Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), NASA, Sistema Solar, Espaço, Vênus
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