08:13 14 Novembro 2019
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    Imagem da galáxia Andromeda

    Galáxias são rodeadas por anéis luminosos

    © NASA. Swift/Stefan Immler (GSFC), Erin Grand (UMCP)
    Ciência e tecnologia
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    Cada galáxia é rodeada um por nimbo único de luz dona de bilhões de anos evolutivos e da história do nascimento e da morte das primeiras estrelas do universo, diz o artigo publicado na revista MNRAS.

    "As antigas galáxias, onde eram formadas estrelas no passado, são rodeadas por nimbos gigantescos e pálidos de fótons de Lyman, que viajam centenas de anos-luz ‘saltando' de uma molécula para outra até que sejam libertados para o espaço. Agora precisamos entender de que maneira exatamente e por que os fótons são tão ‘lentos'", declarou David Sobral da Universidade de Lancaster (Grã-Bretanha) no artigo publicado na MNRAS.

    Os fótons de Lyman são partículas de luz de grande energia que irradiam hidrogênio do núcleo das estrelas mais brilhantes e quentes. Todas as partículas semelhantes se encontram em um trecho estreito da parte ultravioleta do espectro, mais conhecido como "floresta" de Lyman. O modelo é usado pelos astrônomos para definir distância das galáxias e as estrelas mais longínquas, considerando a energia de fótons e seu desvio para o vermelho.

    David Sobral e seu colega da Universidade de Leiden (Holanda), Jorryt Matthee, analisaram caraterísticas da irradiação provida de galáxias que se encontram a 11 bilhões de anos-luz da Terra. Os pesquisadores, através das pesquisas, buscavam revelar por que a irradiação de Lyman — parte mais brilhante e potente das estrelas — não domina nem mesmo na luz das galáxias mais distantes, onde surgiram novos astros centenas e milhares de anos mais rapidamente se comparado aos da Via Láctea.

    Os astrônomos europeus conseguiram desvendar este mistério elaborando um método capaz de avaliar a irradiação na luminescência das galáxias através das linhas de hélio, presentes no espectro das galáxias, e definir a localização das fontes. Revelou-se que a maior parte da irradiação ultravioleta — quase 94,5% — não saía dos limites dos núcleos das galáxias, concentrando-se em nuvens de hidrogênio neutro, que cercavam as antigas galáxias quando nosso universo ainda era jovem.

    Adentrando nas nuvens, os fótons começaram a "saltar" de uma molécula de hidrogênio para outra. Os saltos resultaram na lentidão e espalhamento da luz brilhante ultravioleta das estrelas jovens, criando, assim, um nimbo de luz única. Em resultado, a irradiação de Lyman dessas galáxias ultrapassou seus limites, abrangendo um espaço duas vezes maior do que as próprias galáxias.

    As pesquisas na área poderão ajudar os cientistas a descobrir a frequência de formação de estrelas no passado e entender como nasceram e morreram as primeiras galáxias do nosso universo. Novos telescópios espaciais e terrestres, tais como James Webb e E-ELT, são capazes de resolver essa tarefa, concluíram os cientistas.

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    Tags:
    distância, universidade, espaço, telescópio, pesquisa espacial, luz, estrelas, universo, galáxias, Terra, Holanda, Grã-Bretanha
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