18:35 17 Agosto 2017
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    Foguete chinês Longa Marcha portando a nave espacial Shenzhou-11 no centro de lançamento de Jiuquan, na China, 10 de outubro de 2016

    Cinco êxitos que China alcançou em 2016 na esfera espacial

    © REUTERS/ Stringer
    Ciência e tecnologia
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    Em 2016, uma série de projetos chineses na área espacial, que estavam sendo desenvolvidos por muito tempo, foi concluída com sucesso. As realizações da China foram resumidas pelo analista militar Vasily Kashin para a Sputnik China.

    1. Foi aberto caminho para criar a estação orbital chinesa

    Neste ano, foram iniciados testes de voo do foguete portador Longa Marcha 5, cujo êxito vai permitir começar a construção da estação orbital da China.

    Foguete chinês Longa Marcha
    © AP Photo/
    Foguete chinês Longa Marcha

    2. Números recorde

    Somados todos os lançamentos bem-sucedidos, a China ocupa o 2º lugar em lançamentos, atrás da Rússia, mas ultrapassando os EUA.  Quanto ao número de veículos espaciais em órbita, a China se tornou o número um ainda em 2014 e continua fortalecendo sua liderança, A Rússia ocupa o 2º lugar, já que presta serviços de colocação de aparelhos em órbita, enquanto os lançamentos chineses servem sobretudo o programa espacial chinês.

    Foguetes de combustível sólido continuaram sendo testados e foram exibidos no show aéreo em Zhuhai. A China foi o primeiro país a colocar em órbita um satélite para testar a ligação quântica e um satélite para testar o motor perspectivo EmDrive. A China também lançou o módulo orbital Tiangong-2 e mais tarde enviou para lá uma tripulação de astronautas. 

    3. Defesa espacial

    Em 2016, foi confirmado que a China já possui seu primeiro satélite, provavelmente experimental, como parte do sistema de alerta de ataques de mísseis. Tais satélites são dotados de censores infravermelhos para registrar lançamentos de mísseis. Se supõe que o satélite chinês foi lançado já no final de 2015.

    Ao mesmo tempo, está sendo desenvolvida uma rede de radares de longo alcance. Tais estações permitem vigilar até o espaço orbital próximo da Terra.

    Continua o programa de lançamento de novos tipos de satélites de inteligência.

    4. Ritmos elevados

    Os trabalhos de 2016 resultaram em tantos avanços que, já em 2017, podemos esperar mais uma missão não tripulada à Lua, Chang’e 5, que pela primeira vez na prática chinesa trará amostras de solo lunar à Terra. Em 2017, é esperado o lançamento da primeira nave de carga automática Tianzhou para reabastecer a futura estação espacial modular chinesa. É possível prever o aceleramento da construção do sistema de posicionamento global via satélite Beidou.

    Entretanto, a China consegue combinar ritmos rápidos de desenvolvimento do programa espacial com um nível baixo de avarias, inferior aos da Rússia e dos EUA.

    5. Ambiente não foi esquecido

    As novas gerações de foguetes permitirão limitar o uso de um combustível venenoso – a dimetil-hidrazina. Por exemplo, o segundo estágio do foguete Longa Marcha 5 usa um combustível de hidrogênio inovador e ecológico.

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    Tags:
    defesa espacial, estação espacial, Tiangong 1, Longa Marcha, China
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