20:59 26 Outubro 2021
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    A queda de meteorito na planície Sputnik, também conhecida como o gelado "coração" de Plutão, na verdade, virou o planeta anão e causou uma rachadura, descobriram os pesquisadores, que publicaram uma matéria da revista Nature.

    "Anualmente, quando Plutão completa a sua viagem ao redor do Sol, a espessura do gelo de azoto sobre a superfície do seu 'coração' cresce gradualmente. Com o tempo, quando acumulou uma quantidade suficiente, algumas centenas de metros, esta estrutura está começando a afetar a forma inteira do planeta, determinando assim a direção em que é rodado o seu eixo. Dentro de alguns milhões de anos, o 'coração' transformou todo o planeta", disse James Keane, da Universidade do Arizona em Tucson (Estados Unidos).

    Quando a sonda New Horizons se aproximou de Plutão em junho do ano passado, a primeira e a mais incomum característica da superfície, descoberta pelos cientistas, foi o famoso "coração" de Plutão. Uma análise mais aprofundada dos dados a partir da estação automática mostrou que o "coração" tem uma estrutura complexa de camadas de água, azoto congelado e dióxido de carbono.

    Recentemente, os cientistas observaram que a diferença de temperatura entre as áreas claras e escuras da superfície de Plutão, e planícies e colinas é tão alta que o nitrogênio e monóxido de carbono, que formam a base da atmosfera do planeta anão, vão evaporar nas colinas claras, transformando-se, assim, em gelo nas planícies frias e escuras.

    Ao traçar este processo, a equipe de Keane notou que o gelo de azoto irá gradativamente preencher o interior das planícies do satélite, originado há alguns bilhões de anos depois da queda de um asteroide gigante e da formação de cratera de cinco quilômetros no Polo Norte de Plutão.

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