07:10 13 Dezembro 2017
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    Fósseis de dinossauro coletados por Llewellyn Ivor Price, mostrados por Diógenes de Almeida Campos, Diretor do Museu de Ciências da Terra

    Titanossauro de 25 metros é o maior achado dos paleontólogos brasileiros

    © AFP 2017/ YASUYOSHI CHIBA
    Ciência e tecnologia
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    Cientistas de várias instituições anunciaram a descoberta do maior dinossauro já encontrado no Brasil. Ele tem 25 metros de comprimento e, segundo o coordenador dos trabalhos de pesquisa, o paleontólogo Alexander Kellner, "representa um grande feito da ciência brasileira, com repercussão imediata no exterior".

    O fóssil do "maior dinossauro brasileiro" foi encontrado em Presidente Prudente, no interior de São Paulo. Segundo os cientistas, o animal viveu há 70 milhões de anos.

    Falando à Sputnik, Alexander Kellner, pesquisador do Museu Nacional no Rio de Janeiro, conta que os trabalhos de descoberta do fóssil foram conduzidos por sua aluna Camila Bandeira, "uma grande entusiasta do estudo dos dinossauros e que desde a adolescência demonstra um grande interesse pela matéria".

    Segundo Kellner, Camila e os demais pesquisadores deram andamento à descoberta do paleontólogo Llewellyn Ivor Price, nos anos 1950. Price, que faleceu em 1980, não chegou a ver o seu trabalho reconhecido devido à falta do tempo necessário para estudo e comprovação da autenticidade do material. 

    O maior dinossauro do Brasil, com cerca de 25 metros de comprimento, recebeu o nome científico de Austroposeidon magnificus. O encontro de vértebras do pescoço e da coluna vertebral no local onde se construía uma rodovia possibilitou a descoberta do fóssil. 

    Alexander Kellner explica que, "devido às características anatômicas, o animal pode ser classificado no grupo dos titanossauros, que eram dinossauros herbívoros com um corpo bem desenvolvido, pescoço e cauda longos e um crânio relativamente pequeno". Os titanossauros viveram no período cretáceo, num então território continental único que abrangia áreas hoje localizadas na América do Sul, na África, na Índia, na Antártida e na Oceania.

    Kellner diz ainda que a pesquisa brasileira na área da Paleontologia poderia prosperar bem mais se houvesse apoio financeiro aos cientistas: "As autoridades brasileiras precisam se convencer de que este país possui um plantel de grandes cientistas e, para que eles levem avante seu trabalho, há uma necessidade acentuada de verbas. É preciso investir nos pesquisadores, em tecnologia e em condições laboratoriais para que a pesquisa nacional vá adiante".

    Os estudos realizados pela equipe do Professor Alexander Kellner para a descoberta do maior dinossauro do Brasil tiveram o apoio do Museu de Ciências da Terra, do Museu Nacional/UFRJ, da Petrobras, e da Universidade Federal de Pernambuco. O estudo foi financiado pela Faperj e pelo CNPq.

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    dinossauro, Universidade Federal de Pernambuco, Petrobras, Museu Nacional/UFRJ, Museu de Ciências da Terra, CNPQ, Faperj, Sputnik, Museu Nacional no Rio de Janeiro, Llewellyn Ivor Price, Camila Bandeira, Alexander Kellner, São Paulo, Presidente Prudente, Oceania, Antártida, Índia, África, América do Sul, Brasil
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