13:22 04 Julho 2020
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    A amostragem do solo do asteroide Bennu, o objeto mais perigoso próximo à Terra, não mudará a trajetória de voo do asteroide levando à colisão com Terra em 2135, disse Dante Lauretta, o chefe da missão OSIRIS-REx.

    "É claro que, durante a aproximação entre o asteroide Bennu e [a sonda] OSIRIS ocorrerão interações gravitacionais. A boa notícia é que qualquer aproximação ao asteroide ou amostragem do solo não afetará sua órbita e não aumentará chances de uma colisão com a Terra", explicou Lauretta.

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    • Sim, qualquer intervenção humana pode aumentar nossas chances de ser aniquilados.
      37.9% (25)
    • Não, quando a colisão acontecerá no século XXII, teremos a possibilidade de prevenir o impacto graças ao progresso tecnológico.
      62.1% (41)
    ​Hoje a NASA lançou com sucesso a sonda OSIRIS-REx, cujo principal objetivo é a amostragem de solo da superfície do asteroide Bennu (1999 RQ36). De acordo com os planos atuais da agência, a sonda se aproximará do asteroide em 2018, vai recolher amostras de solo em 2019, e vai lançar uma cápsula, com ao menos 60 gramas de amostras do asteroide para a Terra, que vai pousar no território do estado de Utah no final de setembro de 2023.

    Segundo Rich Kuhns, o chefe do projeto OSIRIS-REx da empresa Lockheed Martin, a sonda pode afetar o movimento do asteroide por várias vezes. O manipulador da OSIRIS-REx contém três recipientes de gás comprimido, com as quais ela será teoricamente capaz de fazer três tentativas para recolher solo da superfície de Bennu.

    "[Este aparelho] é semelhante em estrutura a um braço humano, ele tem um ‘ombro’ que o conecta com a nave espacial, um ‘cotovelo’ e uma palma da mão a gás. Esta palma vai estar em contato com o asteroide por apenas 3-5 segundos, e durante este tempo o gás comprimido irá soprar uma grande quantidade de poeira e enviá-la para os coletores de poeiras", descreveu Kuhns a tecnologia usada na amostragem.

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    Tags:
    amostra, asteroide, NASA, Espaço
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