23:35 27 Setembro 2020
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    Restam 45 dias até a entrega do prêmio Nobel da Paz. O evento, que será realizado no dia 7 de outubro de 2016, poderá galardoar um (ou vários) dos 376 candidatos, entre os quais há 228 pessoas e 148 organizações.

    Este número é um recorde para o prêmio, instituído em 1901 e já entregue a 129 laureados.

    No site do comitê organizador há uma lista dos laureados mais populares. A lista é encabeçada por Martin Luther King, o lutador pela igualdade racial dos Estados Unidos. Ocupando a segunda posição, a defensora dos direitos humanos paquistanesa, Malala Yousufzai, que foi a sensação em 2014. Na lista, há também uma latino-americana, a guatemalteca Rigoberta Menchú Tum, ativista na luta pelos direitos dos povos indígenas.

    O prêmio Nobel da Paz é um dos prêmios mais controversos da família das medalhas Nobel. Após o presidente norte-americano Barack Obama receber o prêmio, em 2009, surgiram duras críticas impulsionadas pelo comportamento geopolítico do governo norte-americano, talvez não muito pacífico.

    Já em 2015, a ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, afirmou ser merecedora de um prêmio Nobel.

    Para entender melhor a situação em torno da premiação deste ano, a Sputnik Internacional contatou Kristian Berg Harpviken, um dos diretores do Instituto de Pesquisa dos Problemas Mundiais.

    Respondendo à pergunta sobre se que tais listas influenciam na opinião do júri, ele disse o seguinte:

    "Definitivamente não. Nós somos completamente independentes e a lista é tão secreta como deve ser e é famosa por isso. Nós simplesmente damos alguns palpites sobre quem poderia ser favorito, baseando-nos na experiência que temos, sendo assim damos nossos palpites".

    A lista mencionada (que até tem Donald Trump como um dos candidatos) está disponível no site do PRIO. No entanto, Harpviken comunicou à Sputnik que há cinco pessoas que se destacam na lista.

    Edward Snowden

    Snowden na sessão da APCE
    Screenshot: APCE
    Snowden na sessão da APCE

    Esta candidatura é bastante inesperada. A inclusão do famoso whistleblower americano que se refugiou na Rússia após desvelar o sistema americano de espionagem foi motivada pelas suas advertências sobre os perigos da vigilância eletrônica no mundo. A divulgação destas advertências é perigosa para ele, que já é alvo de um caso de alta traição nos EUA. É perigoso até vir a Oslo para receber a medalha, se for condecorado: a Noruega também tem um mandato de prisão contra ele.

    Ernest Moniz e Ali Akbar Salehi

    Ali Akbar Salehi (esquerda) e Ernest Moniz (direita) em 9 de julho de 2015, durante uma etapa de negociações sobre o programa nuclear iraniano em Viena
    © AP Photo / Carlos Barria
    Ali Akbar Salehi (esquerda) e Ernest Moniz (direita) em 9 de julho de 2015, durante uma etapa de negociações sobre o programa nuclear iraniano em Viena

    O Secretário de Energia dos EUA, Ernest Moniz, e o chefe da Organização da Energia Atômica do Irã, Ali Akbar Salehi, protagonizaram o acordo nuclear iraniano, dando fim a um embargo de muitos anos.

    Juan Manuel Santos e Timoleón Jiménez

    O presidente de Cuba, Raúl Castro (centro), encoraja Juan Manuel Santos (esquerda) e Rodrigo Londoño Echeverri, Timoleón Jiménez (direita), a assinarem o acordo de paz, em 23 de junho de 2016
    © AP Photo / Ramon Espinosa
    O presidente de Cuba, Raúl Castro (centro), encoraja Juan Manuel Santos (esquerda) e Rodrigo Londoño Echeverri, Timoleón Jiménez (direita), a assinarem o acordo de paz, em 23 de junho de 2016

    Estas personalidades, presidente da Colômbia e comandante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, assumem papeis protagonistas por terem assinado um instrumento que pôs, pelo menos formalmente, fim a mais de 50 anos de guerra civil no país latino-americano.

    Thelma Adana, Aura Elena Farfán e Iván Velázquez

    Então presidente do Supremo Tribunal da Guatemala, Thelma Aldana, à esquerda, asissta à cerimônia de posse do presidente Otto Pérez Molina, acompanhado pela sua mulher, Rosa; à direita, o anterior presidente Álvaro Colom (foto de arquivo)
    © AP Photo / Moises Castillo
    Então presidente do Supremo Tribunal da Guatemala, Thelma Aldana, à esquerda, asissta à cerimônia de posse do presidente Otto Pérez Molina, acompanhado pela sua mulher, Rosa; à direita, o anterior presidente Álvaro Colom (foto de arquivo)

    Ativistas guatemaltecos dos direitos humanos que mostraram ao mundo os pormenores da crise política enfrentada pela Guatemala no ano de 2015.

    Jeanne Nacatche Banyere, Jeannette Kahindo Bindu e Dr. Denis Mukwege

    O ginecólogo Dénis Mukwege, do Congo, dando uma palestra em Bruxelas em 25 de março de 2015
    © AFP 2020 / EMMANUEL DUNAND
    O ginecólogo Dénis Mukwege, do Congo, dando uma palestra em Bruxelas em 25 de março de 2015

    Mama Jeanne, Mama Jeannette e dr. Mukwege: ativistas congoleses que combatem a violência sexual no seu país diariamente.

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    Tags:
    Prêmio Nobel, Ali Akbar Salehi, Ernest Moniz, Timoleón Jiménez "Timochenko", Malala Yousafzai, Juan Manuel Santos, Edward Snowden
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