22:37 24 Janeiro 2020
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    Pesquisadores nos EUA e no Brasil descobriram um segredo que atrasa o envelhecimento e está relacionado com os hormônios sexuais.

    Os hormônios sexuais podem estimular a produção do telomerase, uma enzima encontrada em forma natural no corpo humano, como mostra a nova pesquisa.

    A equipe de cientistas usou um hormônio sexual sintético para estimular a produção da enzima telomerase que é capaz de fazer retroceder o processo de envelhecimento e é chamada de "elixir celular da juventude".

    A pesquisa foi realizada por cientistas brasileiros e seus colegas dos Institutos de Saúde Nacionais (NIH) dos EUA. Entre os especialistas envolvidos na pesquisa está o Dr. Rodrigo Calado, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) e pesquisador do Centro para a Terapia Celular (CTC), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) apoiados pela FAPESP.

    Em um embrião onde o tecido ainda está em fase de formação, a telomerase é expressa praticamente todas as células. Depois desse período, somente as células que se dividem permanentemente, como por exemplo as células-tronco que produzem o sangue, continuam produzindo a telomerase.

    "Cada vez que uma célula se divide, seus telômeros ficam mais curtos. Numa certa altura a célula não se pode replicar mais e morre ou envelhece. Porém, a telomerase pode manter o comprimento dos telômeros intacto, mesmo depois da divisão da célula."

    De acordo com Calado, algumas células evitam o envelhecimento usando a telomerase para estender seus telômeros através da adição de sequências de DNA mantendo sua capacidade de se multiplicarem e "permanecerem jovens".

    A deficiência de telomerase pode causar doenças do sangue, tais como a anemia aplástica. Em uma pesquisa recente, cientistas trataram 27 pacientes com doenças dos telômeros com um esteroide chamado Danazol, um hormônio masculino sintético que provoca o alongamento dos telômeros.

    "A última pesquisa foi realizada para verificar se o efeito que nós observámos no laboratório também ocorria nos seres humanos, e os resultados indicam que sim", disse o professor.

    Os resultados da pesquisa foram publicados na revista New England Journal of Medicine.

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    Tags:
    envelhecimento, célula, National Institute of Health (NIH), USP, São Paulo, EUA, Brasil
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