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    Esta foto de arquivo tomada em 2 de janeiro de 2015 mostra uma estátua de Buda e fragmentos de esqueletos humanos vindos de um cemitério destruído por uma série de tsunamis em Sri Lanka em 26 de dezembro de 2014

    Arqueólogos podem ter achado pedaço do crânio do Desperto

    © AFP 2019 / RAVEENDRAN
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    Na quinta-feira (30), arqueólogos chineses publicaram um artigo sobre um objeto que já é considerado como um osso parietal do crânio de Buda. O objeto foi achado dentro de um modelo de estupa – uma instalação budista usada para meditação.

    O artigo é o resultado de uma expedição realizada pelos arqueólogos chineses entre 2007 e 2010.

    De acordo com o site Live Science, que se refere à revista Chinese Cultural Relics, o suposto osso parietal do crânio do príncipe Siddhartha Gautama, o Buda (Desperto, traduzido do sânscrito), estava guardado em uma arca de ouro, a qual, por sua parte, estava colocada dentro de uma arca de prata. A estupa estava debaixo do templo budista Baoen, em Nanquim, na parte oriental da China.

    Ainda não está provado se o osso conservado pertence ou não ao maior budista da história.

    O artigo da Chinese Cultural Relics não especifica a posição da equipe de arqueólogos sobre a probabilidade de o osso achado ter pertencido a Buda.

    O modelo de stupa achado tem pelo menos 1.000 anos. De acordo com as inscrições, o mesmo foi fabricado por um homem chamado Deming, que declara ser "o Mestre da Luz Perfeita, Abade do Mosteiro de Chengtian e o Dono da Roupa Púrpura". Segundo ele, depois de que o Buda entrara, ainda antes do nascimento de Cristo, para a "parinirvana" (a última morte que rompe o ciclo de mortes e renascimentos consecutivos), o seu corpo foi cremado "perto do rio Hirannavati", na Índia. Então, o rei da Índia, Ashoka, decidiu conservar os restos mortais do Buda, dividindo-o em 84.000 pedaços. "O nosso país, a China, obteve 19 deles", prossegue o conto. Depois, em uma época instável e cheia de guerras, "será que ninguém se preocupava com os assuntos dos budistas?", pergunta Deming, 

    Quem se preocupava era o imperador Zhenzong, terceiro da dinastia Song (reinou entre 997 e 1022). Foi ele quem aprovou a construção do templo para guardar lá o osso parietal e restos mortais de outros santos budistas. O enterro ocorreu em 21 de julho de 1011.

    Tags:
    arqueologia, budismo, religião, Buda, China
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