21:00 03 Agosto 2021
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    A pequena nave espacial china lançada recentemente poderia cumprir missões militares em vez da função de coletar fragmentos cósmicos, garantem os especialistas citados pela imprensa de Hong Kong.

    O foguete Longa Marcha 7 colocou em órbita, neste sábado, o robô Roaming Dragon, equipado com um braço que, segundo Pequim, deve pegar restos de velhos satélites e os devolver à Terra ou jogar sem perigo para o oceano.

    No entanto, um pesquisador do Observatório Astronômico Nacional, em Pequim, disse em declarações ao jornal South China Morning Post, que "não é realista recolher todos os restos com robôs, há centenas de milhões de peças flutuando lá fora".

    A fonte, que não se identificou, disse que o braço metálico do robô poderia servir como uma arma de dissuasão e de ser dirigida contra satélites inimigos em tempos de guerra.

    A China realizou um teste antissatélites em 2007 com um míssil que destruiu uma base meteorológica chinesa já em desuso e que provocou críticas globais pelo alto volume de lixo que originou.

    "Desta vez ninguém irá culpar a China", acrescentou o especialista. Alguns governos acusaram a China de querer militarizar o espaço.

    Painel de apresentação do GLONASS
    © Sputnik / Maksim Bogodvid
    Outro engenheiro citado garante que a tecnologia para recolher lixo espacial é um "experimento ousado", com muitas possibilidades de fracassar.

    "Parece simples, mas levanta uma série de desafios, alguns dos quais não foram resolvidos por nenhum país ainda", diz o especialista, que acrescenta que o desenvolvimento dessa tecnologia tem sido apoiada, principalmente, pelo Exército e se tem mantido confidencial.

    As dificuldades residem na complexidade que é para um braço de robô, em primeiro lugar, identificar a natureza de um objeto flutuando no espaço e depois o apresar.

    Tang Yagang, cientista da Corporação de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China, assegurou recentemente que o Roaming Dragon é apenas o primeiro de uma série de robôs com a missão de limpar o espaço.

    "A China, um país grande, com responsabilidades, se comprometeu a controlar e reduzir o lixo espacial. Para cumprir com suas obrigações, o nosso país está desenvolvendo uma tecnologia avançada", afirmou.

    Tanto os Estados Unidos como a Europa também estão trabalhando em seus próprios sistemas de coleta de lixo. O protótipo chinês é relativamente pequeno e pesa apenas algumas centenas de quilos, o que pode ser produzido e enviado ao espaço em massa.

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    Tags:
    China, Hong Kong, Pequim, Longa Marcha 7, espaço, lixo espacial, satélite
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