03:29 21 Outubro 2021
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    Hoje, saiu dos Estaleiros Bálticos o maior quebra-gelo nuclear no mundo – o Arktika. O repórter do Sputnik acompanhou a cerimônia em São Petersburgo, que contou com a presença de várias autoridades.

    Ártico
    © Sputnik / Ramil Sitdikov
    A cerimônia marca uma etapa muito importante na construção do navio. O Arktika será o primeiro navio do projeto 22220, dando início à produção do grupo de quebra-gelos nucleares, necessários para desenvolvimento das atividades na região do Ártico e fortalecimento das posições da Rússia na região.

    Primeiro, o sacerdote de catedral de São Nicolau dos Marinheiros dirigiu a cerimônia do batismo do quebra-gelo. Logo em seguida, a presidente do Senado russo e ex-governadora da cidade, Valentina Matvienko, de acordo com a tradição, quebrou uma garrafa de champanhe no casco do navio.
    Depois disso foram cortados os cabos que seguravam o quebra-gelo na rampa de descida.

    Quebra-gelo nuclear russo Ártico
    © Sputnik / Roman Denisov

    "E difícil de sobrestimar o trabalho realizado pelos cientistas, engenheiros e construtores navais russos. Sinto-me orgulhoso pelo nosso país, pelo nosso povo, que construiu este navio", disse Matvienko. Ela fez ainda a observação de que a Rússia é o único país que possui a sua própria frota de quebra-gelos nucleares, o que permite realizar projetos no Ártico.

    "Atingimos um patamar novo de qualidade nos estudos desta região riquíssima", sublinhou ela. "Vento em popa, grande Arktika!"

    Representante plenipotenciário do Presidente na região federal noroeste Vladimir Bulavin fez notar que o país continua construindo navios apesar das dificuldades econômicas que enfrenta.

    "De uma certa maneira, é a nossa resposta às ameaças e desafios de hoje", disse Bulavin.

    Já o diretor-geral da estatal Rosatom, Sergei Kirienko, chamou o lançamento do quebra-gelo ao mar de uma vitória importante dos engenheiros e de todos os que trabalham nos Estaleiros Bálticos. De acordo com ele, o Arktika cria um novo potencial nas áreas de segurança e economia do país.

    • Cerimônia de lançamento de quabra-gelo nuclear Arktika ao mar dos Estaleiros Bálticos em São Petersburgo
      Cerimônia de lançamento de quabra-gelo nuclear Arktika ao mar dos Estaleiros Bálticos em São Petersburgo
      © Sputnik / Ramil Sitdikov
    • Cerimônia de lançamento de quabra-gelo nuclear Arktika ao mar dos Estaleiros Bálticos em São Petersburgo
      Cerimônia de lançamento de quabra-gelo nuclear Arktika ao mar dos Estaleiros Bálticos em São Petersburgo
      © Sputnik / Ramil Sitdikov
    • Cerimônia de lançamento de quabra-gelo nuclear Arktika ao mar dos Estaleiros Bálticos em São Petersburgo
      Cerimônia de lançamento de quabra-gelo nuclear Arktika ao mar dos Estaleiros Bálticos em São Petersburgo
      © Sputnik / Ramil Sitdikov
    • Cerimônia de lançamento de quabra-gelo nuclear Arktika ao mar dos Estaleiros Bálticos em São Petersburgo
      Cerimônia de lançamento de quabra-gelo nuclear Arktika ao mar dos Estaleiros Bálticos em São Petersburgo
      © Sputnik / Ramil Sitdikov
    • Cerimônia de lançamento de quabra-gelo nuclear Arktika ao mar dos Estaleiros Bálticos em São Petersburgo
      Cerimônia de lançamento de quabra-gelo nuclear Arktika ao mar dos Estaleiros Bálticos em São Petersburgo
      © Sputnik / Sviatoslav Akimov
    • Cerimônia de lançamento de quabra-gelo nuclear Arktika ao mar dos Estaleiros Bálticos em São Petersburgo
      Cerimônia de lançamento de quabra-gelo nuclear Arktika ao mar dos Estaleiros Bálticos em São Petersburgo
      © Sputnik / Ramil Sitdikov
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    As obras de construção do quebra-gelo Artkika foram iniciadas em novembro de 2013. O navio tem 173, 3 metros de comprimento, 34 metros de boca e 33,5 mil toneladas de deslocamento. A tripulação é de 75 pessoas. É equipado com o reator RITM-200, com potência de 175 megawatts.

    Os quebra-gelos universais nucleares de projeto 22220 serão os maiores e os mais potentes no mundo. Têm  capacidade de guiar caravanas de navios no Ártico, podendo quebrar gelo de até 3 metros de espessura. Os quebra-gelos serão utilizados para guiar navios-tanques de matéria-prima das jazidas situadas nas penínsulas de Yamal e de Guida, assim como das reservas naturais no mar de Kara aos mercados da região da Ásia e Pacífico. O navio tem certa flexibilidade, o que permite utilizá-lo tanto nas águas do Ártico, como nos deltas de rios na região do norte.

    O contrato prevê a entrega de três quebra-gelos nucleares tipo 22220 produzidos nos Estaleiros Bálticos para a Atomflot, empresa afiliada da estatal Rosatom. Em maio passado foi dado início às obras de construção do outro quebra-gelo — o Sibir (Sibéria). Este outono o começarão a fabricar mais um navio desta série – o Ural.

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    Tags:
    São Petersburgo, Rússia, Ártico, Círculo Ártico, Circulo Polar Ártico, mar de Kara, Valentina Matvienko, Vladimir Bulavin, Sergei Kirienko, Conselho da Federação, Rosatom, Rosatomflot, Estaleiros Bálticos, quebra-gelo, Arktika, construção, indústria naval, lançamento, cerimônia, navio, nuclear, economia, comércio
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