23:30 17 Dezembro 2017
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    Um leopardo-das-neves

    Leopardo-das-neves no Quirguistão tem coleira GPS

    © AFP 2017/ VYACHESLAV OSELEDKO
    Ciência e tecnologia
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    Um grupo internacional de cientistas conseguiu colocar a segunda coleira que funciona via satélite a uma fêmea do leopardo-das-neves na reserva natural de Sarychat-Ertash, no Quirguistão, disse o serviço da Agência Estadual de Meio Ambiente e Florestas à RIA Novosti na terça-feira.

    O leopardo-das-neves é um felino que habita as montanhas da Ásia central, principalmente no Tibete, no Nepal, na Índia, no Paquistão, no Butão, nas montanhas dos Himalaias. Pouco se sabe a respeito desse animal arredio e solitário, que raramente é visto por seres humanos. O animal está listado no Livro Vermelho.

    Agora na natureza há pouco mais de três mil indivíduos desta espécie, dos quais cerca de 300 habitam no território do Quirguistão. Devido à falta de acesso ao habitat de baixa densidade da espécie, são ainda pouco explorados muitos aspectos da sua biologia. O Quirguistão adoptou uma estratégia nacional para a conservação do leopardo-das-neves. Para preservar o animal no país foi criado um parque nacional neste ano, cuja área ultrapassa 275 000 hectares. Este parque inclui a reserva natural de Sarychat-Ertash.

    "Especialistas da Agência Estadual de Meio Ambiente e Florestas e da organização pública ‘Pantera’, entre os quais Zholdosh Bektemirov, o biólogo Shannon Kehel, o veterinário Martin Guilbert, colocaram uma coleira à segunda fêmea do leopardo-das-neves da reserva natural de Sarychat-Ertash", disse o serviço de imprensa.

    A primeira coleira foi posta a uma fêmea em outubro de 2015. A coleira capta todos os movimentos do animal por meio de navegação de satélite, o que permite calcular a quantidade necessária de comida e de território para manter uma população saudável, revelando também os fatores que afetam a reprodução. Em particular, a atividade do primeiro animal permitiu aos cientistas determinar que uma fêmea com filhotes necessita uma caçada aproximadamente cada 3-4 dias.

    De acordo com o perito Zair Kubanychbekov, coleira pesa 600 gramas e não interfere na atividade do leopardo, o acumulador de energia funciona durante 20 meses. Tendo dados sobre as rotas de migração do animal, os cientistas controlam as suas deslocações, examinam os restos das caçadas, colhem o material de ADN, o que é muito importante para a compreensão da biologia, do comportamento e da ecologia do animal.

    Ao instalar a coleira, houve o cuidado de manter a sua temperatura corporal, controlar a frequência cardíaca estive, utilizando se necessário um cilindro de oxigênio, disseram os especialistas. A pesquisa da segunda fêmea revelou sinais de lactação, indicando a presença de pelo menos uma cria.

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    Tags:
    cientistas, animal, reserva natural, Quirguistão
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