21:17 25 Agosto 2019
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    Quebra-gelo nuclear russo Ártico

    Aquecimento global favorece a China

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    Ciência e tecnologia
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    A Administração de Segurança Marítima da China divulgou na véspera que navios comerciais do país vão utilizar novas rotas marítimas, que surgiram no resultado de derretimento das calotas polares.

    A República Popular da China vai enviar seus navios à Europa via novas rotas marítimas, que se abriram no resultado de aquecimento global, informa a agência Reuters.
    São as rotas marítimas no Ártico através da Passagem do Noroeste, que se abriram na consequência do degelo.

    Passagem do Noroeste
    Passagem do Noroeste

    O novo caminho vai passar pela costa da América do Norte e Arquipélago Ártico Canadense. O derretimento significativo das calotas polares apresenta novas oportunidades para a navegação na Passagem do Noroeste. Por exêmplo, a rota de Xangai chinês a Hamburgo na Alemanhã será 2.800 milhas marítimas mais curta (5.185 km) do que o tradicional via oceano Índico e o canal de Suez.

    "A utilização regular desta rota pode modificar de maneira radical o sistema de ligações marítimas e ter impacto enorme no comércio internacional, economia mundial e estração dos recursos naturais", disse um oficial da Administração de Segurança Marítima da China.

    Portanto, o chefe do Escritório para Assuntos de Ártico e Antártico da Administração Estatal Oceânica da China, Wang Yong, entrevistado pela Sputnik atribuiu uma importância especial da Rota Marítima do Norte.

    Ártico
    © Sputnik / Ramil Sitdikov

    "Hoje em dia todos discutem ativamente a questão da Rota Marítima do Norte, que tem importância global. No ano passado o vice-primeiro ministro russo Dmitry Rogozin reiterou o anseio da Rússia de aproveitar as oportunidades favoráveis da Rota Marítima do Norte para fins de desenvolvimento, tornando o aquatório do Oceano Ártico na Rota Gelada da Seda, assim como manifestou sua esperança, que parceiros chineses colaborem no assunto", disse o oficial.

    'Pesquisas científicas representam uma parte importante do trabalho, o resultado destas pode ser utilizado para a preparação de previsões meteorológicas ou prestação de outros serviços. O desenvolvimento da Rota Marítima do Norte trará momentos favoraveis, permitindo manter diálogo positivo e mutuamente vantajoso com alguns países. Os nossos países estão determinados de desenvolver a tal cooperação. A China no caso pode aproveitar este trabalho para fechar lacunas nos seus conhecimentos do Ártico. Já temo-nós cooperado em pesquisas do Antártico, inclusive ajudando um a outro nas questões logísticas. Esperamos que fique ainda mai estreita e profunda a nossa cooperação na exploração da zona polar', frisou Wang Yong.

    Anteriormente chanceler russo Sergei Lavrov, entrevistado pela imprensa chinêsa, japonêsa e mongol, declarou que no futuro a Rota marítima do norte ganhará mais importância no trânsito de bens entre a Europa e a Ásia. De acordo com o Ministro a Rússia tem interesse de tornar Ártico no territorio de cooperação e diálogo. Ele anotou ainda, que no resultado das mudanças climáticas e devido aos esforços da Rússia espera-se a intensificação significativa do tráfego marítimo na região. Essa rota torna se cada dia mais popular.

    O quebra-gelos russo Yamal durante a expedição Kara Zima 2015, no mar de Kara
    © Sputnik / Valery Melnikov

    "Será um instrumento útil e eficiente para transporte de mercadorias em trânsito entre a Europa e a Ásia," disse Lavrov.

    Analistas russas observam grande interesse do Pequim na realização dos entendimentos fundamentais dos Presidentes Vladimir Putin e Hu Jintao sobre a conjugação da ideia russa de integração euroasiática com a iniciativa chinêsa do "Cinturão Econômico da Rota da Seda".

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    Tags:
    rota marítima, aquecimento global, exclusivo, comércio, Dmitry Rogozin, Sergei Lavrov, Ártico, China, Rússia
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