10:31 17 Outubro 2018
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    Exoplaneta Kepler 452B.

    Existe vida além do nosso Sistema Solar

    Divulgação / NASA
    Ciência e tecnologia
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    Em 1917 um astrónomo gravou sem saber a evidência da existência de outro sistema planetário, segundo a última pesquisa das gravações astronômicas do arquivo do observatório Carnegie.

    Examinando o artigo sobre o sistema planetário, o astrónomo fez uma descoberta extraordinária, quando examinava a chapa fotográfica de vidro do ano 1917, ele descobriu que ela continha a primeira evidência do sistema planetário além do nosso próprio Sistema Solar.

    Antes do advento das ferramentas digitais, os cientistas usavam prismas e chapas fotográficas de vidro para gravar e analisar os espectros ou luzes emitidas pelas estrelas. Usando um prisma para dividir a luz em diferentes cores astrofísicas, é possível inferir muitas propriedades físicas e químicas das estrelas e classificá-las em uma sequência lógica.

    Jay Farihi, o autor do artigo, pediu ao Observatório para uma chapa que continha um espectro da estrela de van Maanen, uma anã branca descoberta pelo astrônomo norte-americano de origem holandesa  Adriaan van Maanen, também em 1917.

    Quando Farihi examinou o espectro da estrela, ele descobriu que" linha de absorção" no espectro indicava áreas onde a luz proveniente de uma estrela havia passado por algo e a luz tinha uma determinada cor ao ser absorvida por aquela substância.

    O exoplaneta, ou seja, um planeta fora do Sistema Solar, se tornou conhecido através da presença de elementos mais pesados, como o cálcio, o magnésio e ferro no espectro, que são tão fortes que eles devem ter tempo para desaparecer dentro do interior da estrela.

    “A compreensão inesperada de que esta chapa de 1917 do nosso arquivo contém a primeira gravação da evidência do sistema de anã branca poluída é simplesmente incrível", disse o diretor do Observatório, John Mulchaey.

    Notas manuscritas sobre a manga da placa astronômica, feita pelo observador Walter Adams, ex-diretor do Observatório.
    © Foto : Carnegie Institution for Science
    Notas manuscritas sobre a manga da placa astronômica, feita pelo observador Walter Adams, ex-diretor do Observatório.

    “O fato de que foi feita por um astrónomo tão proeminente da nossa história como Walter Adams aumenta ainda mais a emoção”.

    A foto de arquivo do Observatório. Na foto, que tem quase cem anos, é surpreendentemente fácil ver as linhas fortes do elemento cálcio. O espectro é fino com a linha escura no centro da imagem. As faixas escuras acima e abaixo são usadas para calibrar o comprimento de onda e para realçar as duas bandas de absorção “em falta” na estrela.
    © Foto : Carnegie Institution for Science
    A foto de arquivo do Observatório. Na foto, que tem quase cem anos, é surpreendentemente fácil ver as linhas fortes do elemento cálcio. O espectro é fino com a linha escura no centro da imagem. As faixas escuras acima e abaixo são usadas para calibrar o comprimento de onda e para realçar as duas bandas de absorção “em falta” na estrela.

    A estrela de van Maanen é uma das várias estrelas recém-descobertas para ser “anã branca poluída” uma espécie de sistema planetário em que a acumulação em forma anelar de detritos planetários, produzida durante a fase de anã branca, orbita a estrela.

    Jay Farihi disse que, enquanto os planetas ainda não foram detetados a orbitar, a estrela de van Maanen, ou em torno de outros sistemas parecidos, tais descobertas são apenas uma questão de tempo. 

    "O mecanismo que cria os anéis planetários de resíduos e a deposição na atmosfera estelar, requer a influência gravitacional de planetas completos. O processo não poderia ocorrer a menos que houvesse planetas lá”, explicou Farihi.

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    Tags:
    universo, astronomia, exoplaneta, ciência, espaço
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